Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Ao analisar o atual cenário da educação brasileira, pode-se observar as decorrências de um ensino precário em determinadas áreas do país. É cabível afirmar que o analfabetismo funcional é a principal consequência do baixo nível de aprendizado, tendo como principal fator as diferenças socioeconômicas do país e também as características geopolíticas de determinado estado.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da educação mostra que 70 % dos alunos do ensino médio têm nível insuficiente de domínio do português e da matemática, dados mostram também que mais da metade das unidades federativas apresentou piora no nível educacional dos estudantes, realidade espalhada por todo território nacional, mas segundo ministro da educação, concentra-se em sua maioria nos estados do norte e nordeste. Tomando como exemplo, a pesquisa revela que a média de pontos de proficiência obtidos em exames de nível fundamental em ensino de rede pública é de 181,85 para o estado do Sergipe enquanto em Santa Catarina a pontuação aumenta para 224,87. Tornando evidente a disparidade entre os ensinos do estado nordestino e o estado do sul do país. Segundo dados da revista Exame, editora Abril, Sergipe ocupa o segundo lugar na lista dos estados com maior taxa de desigualdade, ficando atrás apenas do Distrito Federal, enquanto Santa Catarina é considerado o estado com menor taxa de desigualdade do âmbito nacional.
Em face disso, estados desiguais possuem tendência maior a ter um alto índice de analfabetos funcionais, pois encontram-se nele famílias em situação carente, sem acesso à educação de qualidade, frequentando escolas com infraestrutura precária, sem acesso ao mesmo nível de educação e informação que recebe um estudante de escola privada, por exemplo.
Portanto, infere-se que tendo como um dos principais fatores a desigualdade, o analfabetismo funcional deve ser combatido pelos meios governamentais, fazendo uma distribuição de renda igualitária. Assim como, aumentando o número de instituições federais de ensino como já acontece em Santa Catarina, por exemplo. Onde o ensino é gratuito e de fácil acesso a população carente, oferecendo vagas de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Também é viável aumentar o número de bibliotecas públicas fortalecendo ideia de que é preciso investir em leitura para combater o analfabetismo. É preciso melhorar a infraestrutura das escolas públicas e as metodologias de ensino, disponibilizando laboratórios, cursos de pesquisa e extensão, seminários, feiras de ciência e tecnologia entre outras atividades fortalecendo o ensino das populações mais carentes visando a excelência na aprendizagem e fixação dos conteúdos.