Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
De acordo com dados publicados pelo Indicador do Analfabetismo Funcional (Inaf), em 2018,três em cada dez jovens e adultos no país,são considerados analfabetos funcionais.Todavia,seja um número considerável,é um problema que vem sido consolidado ao longo dos anos,uma vez que,não está dentro de temas discutidos dentro da sociedade. Nesse contexto,deve-se analisar como o descaso político e a falta de estrutura educacional, influenciam na problemática em questão.
O descaso por parte das autoridades nacionais,é o príncipal responsável pelo índice alarmante de analfabetos funcionais no Brasil.Isso acontece porque,conforme defende o filósofo Paulo Freire em sua obra “Pedagogia do oprimido”,a educação deve ser crítica, isto é,não basta apenas saber ler e escrever,mas fazer uso social e político desse conhecimento na vida cotidiana. Em decorrência disso,o poder público não investe na educação, pois sabe da importância e os riscos que traria aos seus interesses socioeconômicos, uma vez que a sociedade tornaria-se crítica.
Outro aspecto importante é a falta de estrutura educacional no ensino. Isso decorre principalmente da atual Base Nacional Comum Curricular, que é falha, fato evidenciado em dados publicados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no qual aponta que mais de 70% dos concluintes do ensino médio no Brasil,não atingem o nível básico de conhecimentos em língua portuguesa e matemática.Por consequência,a população perdura nesse problema durante anos de sua vida.
Torna-se evidente, portanto,que a questão do analfabetismo funcional, deve-se tornar debate no Brasil. A população deveria cobrar mais a conduta do Ministério da Educação em relação ao ensino brasileiro,exigir postura do mesmo,reinvindicando investimentos claros e decisivos. A falta de estrutura educacional poderia ser resolvida com insentivo à atividades, como a leitura e a prática de contas matemáticas através de aplicativos,uma vez que, a população faz uso de aparelhos eletrônicos constantemente. Dessa maneira,o Brasil cresceria educacionalmente.