Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

“Está para chegar o tempo de liberdade, o tempo em que todos serão iguais”. Conforme o ideal difundido na Conjuração Baiana, em 1789, durante as revoluções que ocorreram em prol dos menos favorecidos, é notório que, apesar do lapso temporal, a sociedade ainda precisa mobilizar-se em favor de outras minorias. Nessa perspectiva, é válido analisar os fatores motivacionais do analfabetismo funcional e suas consequências para a sociedade.

Inicialmente, é fundamental entender que a falta de investimentos na educação pública, principalmente nos ensinos fundamentais, afeta diretamente no aumento de tal questão. Isso ocorre porque, é nessa fase que as habilidades básicas como a  interpretação de textos e os cálculos matemáticos são ensinados, assim, a falta de recursos implica na  desvalorização dos profissionais e na falta de materiais, prejudicando o aprendizado básico, que sem ele, o indivíduo já é considerado um analfabeto funcional. Dessa forma, o bem comum é esquecido e o crescimento pessoal é valorizado quando, na verdade, o altruísmo deveria ser priorizado para o bem da sociedade, ideia do filósofo Auguste Comte.

É importante pontuar, consequentemente, que a formação profissional dos jovens e adultos é comprometida, pois sofrem maior desvantagem para disputar vagas no mercado de trabalho. Isso pode ser provado, pois as empresam buscam profissionais que tenham mais capacidade e aptidão para lidar com diversas situações, e segundo o IBGE, mais de 11 milhões de jovens brasileiros têm dificuldade para ler e escrever, assim, tal fato dificulta a conquista de uma vaga de emprego.

Portanto, como forma de atenuar o analfabetismo funcional, medidas precisam ser tomadas para mudar o cenário atual. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação invista em programas de educação básica e cursos profissionalizantes para jovens e adultos, de forma gratuita, por meio de aulas e palestras, a fim de capacitar tais indivíduos e os tornarem aptos para contribuírem com uma sociedade mais justa.