Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Promulgada pela ONU em 1948,a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar-social.No entanto,verifica-se a questão do analfabetismo,no Brasil,no qual impossibilita que uma parcela da população goze desse direito universal.Nesse sentido,é necessário que alternativas sejam encontradas a fim de resolver essa inercial problemática.

Em primeiro plano,é indubitável que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país.Hodiernamente,ocupando a nona posição na economia mundial,seria racional acreditar que o Brasil,possui um sistema público de ensino eficiente.Contudo,a realidade é totalmente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na alfabetização de crianças,jovens e idosos.De acordo com o INAF(Indicador de Alfabetização Funcional)ainda existem 11,8 milhões de analfabetos,sendo a região Nordeste a maior(30,8%).Diante do exposto,é nítido a necessidade de projetos e planos que ampliem a ofertas de vagas em escolas,além no incentivo a leitura,visando aproximar pessoas de todas a idades.

Outrossim,faz-se mister salientar a questão histórica como o impulsionador do problema.Diante disso,segundo John Locke,através do contrato social o Estado deve garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis,como à educação para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade.Seguindo essa linha de pensamento,,observa-se que a educação era restrita à elite,visto que a grande maioria não possuía direito e dinheiro para garantir ensino.Dessa forma,com a Declaração é responsabilidade do Poder Público assegurar o acesso a todos.

É evidente,portanto,que ainda há entraves na solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor.Destarte,o Ministério da Educação(MEC) deve investir em políticas de alfabetização e na verificação do efetivo aprendizado,por meio de transparência no orçamento  destinado  a construção de novas escolas,promovendo um ensino de qualidade.Além disso,o MEC deve promover a educação integral que vai além de cargas horária que tenha projetos que preparem os alunos para exercerem plenamente a cidadania, incluindo cursos profissionalizantes, incentivo com bolsas de estudo e acesso a oportunidades de aprendizado com estágios, reduzindo dessa forma a evasão escolar dos jovens que deixam as cadeiras escolares para procurar emprego.Assim,poder-se-á alcançar uma sociedade sem analfabetismo.