Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

De acordo com o filósofo John Locke, cada indivíduo, ao nascer, é como uma folha em branco, tendo assim sua formação crítica e social desenvolvida a partir das experiências vivenciadas. Nesse contexto, cabe analisar o crescente número do analfabetismo funcional no Brasil, que tem origem em um sistema deficitário e com poucos recursos, gerando consequências graves e que exigem mudanças.

A priori, destaca-se o precário método de ensino que contribui para a problemática. O ensino voltado à metodologia que não incentiva a  interpretação de textos, assim como a falta de leitura atrelado aos poucos recursos governamentais, forma alunos com grande possibilidade de déficit de alfabetização no futuro. De forma análoga, ao filósofo Immanuel Kant  já afirmava que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Desse modo, urge a revisão das políticas públicas.

A posteriori, consequências recaem sobre o indivíduo e sobre a sociedade. Segundo estudos da Rede Record de televisão, apenas 8% das pessoas conseguem ter perfeito domínio da leitura e das ideias. Tal fato contribui para a diminuição do senso crítico, estando atrelado diretamente ao avanço das “Fake News” (notícias falsas), pois a facilidade de informações aumenta a negligência para com a veracidade dos fatos. Assim, vê-se a real necessidade de uma “reeducação social”.

São necessárias, portanto, medidas que reduzam o analfabetismo funcional. O ministério da Educação (MEC) juntamente às escolas de cada município devem inserir nas aulas de português oficinas de leitura e interpretação, de modo a melhorar o senso crítico e interpretativo dos alunos. Para um melhor envolvimento dos discentes pode-se acrescentar gincanas, concursos e prêmios, de forma lúdica. Desse modo, a educação de fato poderá contribuir para um ensino mais consolidado e transformador de fato.