Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
No livro “Eu sou Malala”, da jovem escritora Malala Yousafzai, é relatado uma realidade exclusiva, no Paquistão, na qual inibem o acesso à educação para as mulheres. Ressalta-se que, no Brasil hodierno, independentemente do sexo, o acesso à educação é um direito, assegurado pela Constituição Federal de 1988, mas o analfabetismo funcional continua sendo uma problemática, seja pela falta de apoio familiar ou pela escassez de um modelo educacional inclusivo. Por isso, deve-se repensar alternativas para contornar esse problema.
A priori, denota-se que a inexistência, em alguns casos, da instituição familiar dentro do processo educacional é um entrave. Correlacionado-se a isso, observa-se a afirmativa do filósofo Michel Foucault pela qual diz que as instituições sociais são instituições de poder, que atuam vigiando e punindo situações desregradas. Dentro dessa perspectiva, infere-se que a ausência dessas relações, entre a família e a criança, proliferam sentimentos descomedidos e, decerto, pode promover a carência de incentivos no processo de aprendizagem pela inexistência da leitura e da escrita. Em outra ótica, alguns grupos sociais os influenciam, também, de forma negativa, durante a infância e a adolescência, ao impulsioná-los para o mercado de trabalho. Por conseguinte, o analfabetismo torna-se real.
A posteriori, infere-se que o modelo educacional brasileiro é decadente quanto à questão do alfabetismo para os deficientes. Associado a isso, vê-se que um grande obstáculo é o fator da imposição igualitária no tratamento aos cidadãos, como um todo, dentro do processo educativo, pois, de acordo com o Filósofo Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”. Destarte, é visível que, no contexto brasileiro, a infraestrutura de grande maioria das escolas públicas estaduais e municipais não possuem condições para atender o público deficiente, seja, por exemplo, pela falta de professores especializados em libras, por inexistir cadeiras de rodas motorizadas e pelo preconceito dentro do ambiente acadêmico.
Portanto, são necessárias medidas para combater o analfabetismo funcional brasileiro. Dessa maneira, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Educação (MEC) devem promover campanhas, por meio das redes sociais, com o foco em informar e alertar a população - em especial à família - sobre as consequências dessa problemática e mostrar as formas de combatê-la, como, por exemplo, com a ação de ler algum livro da categoria infanto-juvenil para uma criança. Ademais, é imperativo que o governo amplie o orçamento do MEC para educação, com o fito em investir em uma infraestrutura adequada que consiga atender os deficientes. Assim, essa realidade será transformada.