Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
A defasagem de um povo
Em 2017, o governo brasileiro aprovou a lei MP 746 que regulamenta mudanças provisórias na base curricular educacional semelhante as diretrizes aplicadas em colégios europeus e estadunidenses. O problema é mais da metade dos alunos e a população no geral detém uma alfabetização ineficiente, sendo expressivamente parte analfabeta funcional.
De acordo com o jornal Época, 29 % da população entre 15 e 64 anos, o equivalente a 38 milhões de pessoas, é analfabeta funcional. Esses indivíduos podem ler e escrever, mas, tem dificuldade de interpretar textos simples. A grande questão é que esta taxa se encontra estagnada a mais ou menos 10 anos e não tem planos para mudanças de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Parte da culpa recai no cenário de crise política em que o país está passando que reflete no modo como a educação é administrada e repassada para o povo.
Outrossim, está relacionado a falta de incentivo à leitura por parte das escolas e do próprio governo federal, provocando um aumento de desinteresse pela aprendizagem e busca de conhecimento acarretando aumento na evasão escolar, sendo 11% somente no ano de 2017. A falta de professores, remuneração insuficiente, estruturação do ambiente social inadequadas, educação de má qualidade são outras causas que inferem no aumento de pessoas analfabetas.
Logo, a solução seria a implementação, por parte do governo federal, a longo prazo de medidas, como a proposta pela lei Mp 746, de reformular a educação básica atendendo a realidade brasileira para assim resolver questões, como o analfabetismo funcional, tão agravante na atualidade do país. Deve incentivar a aquisição de livros e clubes de leituras em escolas e centros públicos de forma que a população desenvolva o gosto pela leitura e compreensão didático dos textos lidos de forma que, no futuro, a nova geração tenha melhores oportunidades.