Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Ao longo dos tempos, o fenômeno do analfabetismo funcional tem se tornado tema recorrente nas mídias, adquirindo maior notoriedade devido a abrangência da população exposta ao mesmo.

Através de pesquisas, tem-se a dimensão do problema, que antes pensava-se ser exclusivo dáqueles carentes de maior cultura formal.

Logo, se este não é um problema que estaria relacionado ao nível de escolaridade, que se entendia anteriormente como o pressuposto do analfabetismo, quais seriam causas?

Nas séries primária escolares a tarefa básica, dentre outras, consta da aprendizagem das letras, decodificação das palavras e, por conseguinte, a leitura e a escrita. Estes conhecimentos iniciais são a base para apreensão do conteúdo escolar subsequente.

Diante deste fato, uma conclusão possível seria: ensino negligente e voltado para aprovação. Tendo com início da problemática o ensino fundamental, que sustenta um aluno com instrução deficitária, perpassando ensino médio da mesma forma e chegando ao ensino superior, tornando-se um profissional que irá figurar dentre àqueles são incapacitados de comunicar-se textualmente.

Frente ao exposto, alterações e adequações nos currículos escolares são emergentes. Além disto, é necessário ponderar dificuldades individuais de aprendizagem, inserindo em ambientes escolares equipes multidisciplinares com objetivo de detectar e tratar as causas deste problema, possibilitando a inclusão de fato.

Além de trabalhar na causa, é preciso considerar o problema já instalado. Ou seja, com relação aos acadêmicos de ensino superior, uma solução possível é inserir programas de “nivelamento”, criar oficinas com enfoque no enunciado escolar básico, devidamente adaptado.

E, por fim, difundir informações sobre este fato pode auxiliar a população a buscar alternativas para este grave problema do coletivo.