Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

O advento da Revolução Técnico-científica propiciou uma rapidez no acesso e no número de informações disponíveis. Dessa forma, o conceito de modernidade líquida, proposto pelo sociólogo Bauman, trata acerca da fluidez das informações, da rapidez e o não processamento das mesmas. Ademais, as altas taxas de analfabetismo funcional no Brasil estão atreladas às instituições formadoras de opiniões e ao precário hábito de leitura.

Monteiro Lobato, renomado escritor, afirmou que “quem mal lê, mal ouve, mal fala e mal vê” e assim, descreveu a realidade dos analfabetos funcionais. Mormente, a dificuldade de interpretação textual possui raízes na educação, onde o discente é confrontado durante toda sua formação com situações que exigem domínio de contextualização e compreensão. Logo, cabe às instituições formadoras não facilitarem a progressão dos estudos quando o aluno precisa de mais tempo para total entendimento.

Destarte, o hábito de leitura precisa ser implementado desde os primeiros anos na educação básica. Pois, esse é fundamental para o aprimorar em todas áreas de desenvolvimento linguístico.  O filósofo Immanuel Kant disserta que “o homem é aquilo que educação faz dele” e assim, contribui para a propagação da necessidade da perpetuação desse hábito, independente da situação acadêmica em que se encontra o indivíduo.

Os mesmos meios que facilitam o acesso a inúmeros conteúdos, são os mesmos que fomentam a incapacidade de assimilação. Nesse sentido, as alternativas para redução do analfabetismo funcional no Brasil sobretudo é através do incentivo à criação do hábito de leitura, constituindo-se ferramenta fundamental e essencial. Dessa forma, o papel da mídia, das escolas e universidades são imprescindíveis. Além, da manutenção na forma avaliadora da perspectiva e da compreensão dos estudantes, contribuindo para uma formação completa. Quiçá, o Brasil alcançará baixos ou inexistentes taxas de analfabetismo funcional, com pessoas capazes de compreender e interpretar os enigmas da própria língua.