Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e cabe ao Estado e a família promover o pleno desenvolvimento dos indivíduos visando o bom exercício de cidadania e qualificação. No entanto, o analfabetismo funcional encontra-se inserido na sociedade, o que prejudica as pessoas em distintos aspectos, como na educação e no âmbito social. Nesse contexto, deve-se analisar como a desvalorização da leitura nas escolas e a falta de universalidade influenciam na problemática em questão.
Em primeiro lugar, é inegável que hodiernamente, o incentivo à prática de interpretação de texto vem sendo esquecido, o que, semeia o agravamento desse revés. Segundo Mario Quintana, “Os verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não leem”. Assim, o fato de muitos indivíduos não construírem o hábito da leitura e também não exercitar a mente como algo constante desde cedo, ocasiona na exacerbação desse infortúnio, prejudicando os indivíduos no meio de trabalho, social e intelectual.
Outro fator importante de se abordar, é o quanto é divergente o nível da educação pública entre os estados brasileiros. Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), em 2015, a nota entre a região sudeste e a nordeste tinha uma diferença de 33% (com vantagem para o sudeste), o que, drasticamente, comprova o real quadro de falta de universalidade do ensino no Brasil. Além disso, a situação apresentada, contribui com o analfabetismo funcional, e futuramente, pode promover uma série de consequências que prejudicarão o indivíduo tanto moral, quanto socialmente.
Destarte, é necessário que haja uma simbiose entre o Governo Federal e o Ministério da Educação (MEC), em parceria com ONGs, visando uma reformulação da cartela escolar, implementando a inclusão de aulas de leituras, em que os alunos pratiquem o ato de ler e interpretar, com a presença de profissionais capacitados os auxiliando de forma correta. Ademais, o MEC deve promover em parceria com as Secretárias de Educação, modalidades de ensino superior EAD, afim de proporcionar aos indivíduos a oportunidade de formação profissional. Dessa forma, inserindo na cultura e cotidiano dos jovens e futuros adultos, a importância da leitura, e, assim, sanando o infortúnio, pois, como consta Hannah Arendt, “A pluralidade é a lei da Terra”.