Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
No panorama atual, é indiscutível que o sistema educacional brasileiro não está cumprindo seu papel efetivo, no que tange à aprendizagem da sociedade, tanto estudantil, quanto de pessoas integradas no mercado de trabalho, os dados são esmagadores. As estatísticas brasileiras mostram que mesmo com um diploma em mãos, uma considerável parte da população não sabe interpretar um texto, nem fazer cálculos básicos. A deficiência encontrada é produto de uma educação pautada em decorebas, desigualdades sociais, como também, a não valorização da educação.
Mesmo com o número de analfabetos caindo, o advento da tecnologia possibilitou, entre outros fatores, a mostra de diversas situações em que fica explícita a falta de interpretação e conhecimento sobre determinados assuntos; além de erros gramaticais. Cabe ressalvar, que a discussão não se aplica ao “internetês”, e sim, ao modo que alguns indivíduos vêm erroneamente, abrindo margens para ausência da funcionalidade individual de competências, que são consideradas básicas. Em primeira análise, essas margens não são de responsabilidade apenas pessoal, essa carência afeta uma enorme gameta da sociedade, principalmente a parte mais carente, enfatizando a desigualdade social, quando escolas privadas atingem melhores índices de pró-eficiência que escolas públicas.
A falta de valorização da educação, por parte do Estado, quando por parte de parte da própria população é brutal, para o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, e infelizmente, a educação, com ênfase nas instituições de ensino públicas, não contribuem de forma eficaz na realidade do brasileiro, e fatores como o analfabetismo funcional, comprovam isso. De acordo com Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, tão pouco mudará sem ela. Uma educação ideal se compromete não apenas a ensinar, mas a transformar uma sociedade, não atenuando a desigualdade e evidenciando a capacidade intelectual de cada pessoa, envolvendo-o em uma teia de aprendizado.
Assim, as escolas devem incentivar a leitura e métodos de ensino que relacionam o conteúdo trabalhado com o cotidiano, a fim de que os estudantes saiam com habilidades básicas necessárias. O Estado também tem, por obrigação, ofertar ensino de qualidade a todos e por essa razão, deve procurar manter políticas públicas que incentivem e deem suporte as escolas e o profissional educador, coma finalidade de combater, mesmo que gradativamente, o abismo entre a qualidade do ensino privado e público, aumentando perspectivas positivas em relação a dados educacionais brasileiros.