Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
No romance de Umberto Eco “O Nome da Rosa” é retratada uma trama do período medieval, quando o acesso ao conhecimento era absolutamente restrito ao Clero. Essa obra literária pode ser relacionada com a problemática educacional brasileira por conta do elevado índice de analfabetismo funcional e consequente inacesso à verdade e criticidade da população.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar as consequências dos dados do INAF (Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional) os quais revelam que somente 8 em cada 100 brasileiros têm domínio da leitura e produção de texto. Esse desastre social resulta numa população pouco crítica e despreparada para alçar melhores condições salariais. Dessa maneira, os subempregos ainda são maioria no Brasil por este apresentar um verdadeiro exército de mão-de-obra barata. Com isso, os entraves para o desenvolvimento socioeconômico têm geratriz numa educação básica precária. Portanto, repensar os modelos educacionais do ensino fundamental tem caráter emergencial.
Nessa perspectiva, a adoção da metodologia do ilustre Paulo Freire é uma alternativa. O educador propôs o emprego de temas cotidianos com o objetivo de despertar maior interesse por parte dos alunos e obter maior rendimento. Esse tipo de abordagem é análogo ao tangenciado por Lev Vygotsky, teórico que considera que o conhecimento dissociado da experiência não é efetivo.
Com intuito de solucionar a inaceitável persistência do analfabetismo funcional, cabe ao Ministério da Educação atualizar a formação dos docentes, a partir da inserção nos cursos de licenciaturas e Pedagogia de matérias que abordem os conceitos de Lev Vygotsky e Paulo Freire acerca da importância da aplicabilidade dos conteúdos ensinados no cotidiano. Assim, o processo de aprendizagem será intensificado e a interpretação será efetiva ferramenta para a criticidade. Dessa forma, o tema do livro de Umberto Eco se restringirá à ficção e o conhecimento será acessível.