Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
A língua é um importante instrumento de comunicação e integração entre os indivíduos de uma sociedade. Entretanto, uma pequena falha na compreensão dela, altera todo o sentido proposto pelo emissor da mensagem. O analfabetismo funcional no Brasil é cada vez mais gritante, visto que a população com ensino superior também apresenta dificuldade na interpretação de textos básicos, o que não deveria acontecer.
A priori, é indispensável ressaltar que o ano de 2018 foi marcado pela disseminação de notícias falsas, as fake news. A divulgação desse tipo de notícia, imagens e textos falsos, foram feitas por pessoas de todos os graus de escolaridade, expondo a problemática da dificuldade de análise de publicações básicas. Além disso, foi comum pessoas recorrerem a comentários nas redes sociais para entender o que havia sido escrito nos textos, pois elas não compreenderam o conteúdo da mensagem.
Ademais, é de suma importância destacar que investir no ensino de base é essencial para que desde a alfabetização, as crianças consigam assimilar as informações que adquiriram após a leitura de um livro. Quando não há uma base sólida quanto a interpretação de textos na infância, esse indivíduo alcança elevados níveis profissionais, mas não consegue absorver informações simples do cotidiano.
Urge, portanto, a necessidade de reduzir o número de analfabetos funcionais no Brasil. O Ministério da Educação em conjunto com a Secretaria de Educação devem aumentar a carga de disciplinas que tratem desse tema como português e literatura, e criar clubes de leitura nas escolas. As mídias sociais e televisivas junto ao Governo Federal devem desenvolver propagandas que estimulem a leitura dos cidadãos de todas as faixas etárias. Dessa maneira, será possível reduzir o número de analfabetos funcionais e a longo prazo mitiga-los.