Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Em um país em que educação é vista pelo governo como gasto e não como investimento, não é de se esperar que o problema do analfabetismo seja de proporções preocupantes. Essa dificuldade na compreensão de textos simples se faz presente em aproximadamente 30% da população brasileira, de acordo com dados do Inaf, mas o número de pessoas que não possui domínio pleno de leitura e escrita é bem mais alarmante.

Por muitas vezes não serem testados da forma adequada, muitos alunos passam anos e anos na escola sem reter a devida quantidade de conhecimento para o seu grau de formação. Esse é um dos principais motivos para que um contingente tão grande de pessoas não saiba ler e escrever. Além de que muitas vezes a educação fundamental acaba ficando como uma lacuna quando se trata de investimentos feitos pelo governo, que acaba dando uma atenção demarcadamente maior ao ensino médio e superior e não preparando os alunos para tal.

A falta de incentivo à leitura também é outro fator que contribui para tal quadro, com crianças muitas vezes alienadas por programas de televisão que contribuem pouco ou nada para uma mente mais criativa e desperta. É cada vez mais comum que obras completas sejam trocadas por resumos ou adaptações rasas em forma de filmes e seriados, fazendo com que as pessoas percam cada vez mais o gosto pelos livros.

É possível perceber, portanto, que é preciso tomar ações imediatas em relação ao analfabetismo no Brasil. Investimentos na educação básica e fundamental devem ser feitos por parte do Ministério da Educação, além de campanhas de incentivo à leitura como parte do dia a dia das pessoas. Concursos em nível municipal, estadual e nacional são imprescindíveis no estímulo à escrita criativa.