Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988, a educação de qualidade é direito de todos e cabe ao Estado e a família de assegurá-la. No entanto, a má qualidade do ensino público no Brasil, aliado ao pobre incentivo à leitura pelas famílias, levam a formação de cidadãos que não conseguem interpretar e desenvolver textos simples. Nesse sentido, o analfabetismo funcional é consequência do precário ensino público brasileiro e baixo incentivo à leitura.
Em primeira análise, é perceptível a carência de investimentos na educação pública, tanto no ensino básico como na graduação. Por conta disso, o analfabetismo funcional estende-se até as Universidades e, segundo jornal O Globo, apenas 22% dos que alcançam o ensino superior são proficientes em leitura. Dessa forma, o Estado que não investe na qualidade do ensino corrobora para perpetuação do analfabetismo funcional no Brasil.
Além disso, o baixo índice de leitura do brasileiro é preocupante. De acordo com o Instituto Pró-Livro, 67% da população não tiveram uma pessoa que o incentivassem a ler. Nessa âmbito, ocorre o desenvolvimento de indivíduos que não tem do hábito de ler e, consequentemente, apresentam dificuldade na interpretação e elaboração de textos. Desse modo, programas que fomentam a leitura na população é uma poderosa arma contra o analfabetismo.
Portanto, medidas são necessárias para reduzir essa problemática. Nesse aspecto, é fundamental que o Ministério da Educação aumente os investimentos no ensino público mediante a capacitação de professores e infraestrutura adequada, além de criar programas que promovam a leitura e a escrita, por exemplo, olimpíadas de poemas ou redação com prêmios para os primeiros colocados. Dessa maneira, é possível reduzir o analfabetismo funcional no país por garantir educação de qualidade como dispõe a Constituição.