Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
No Século XVI, a vinda de imigrantes europeus no âmbito exploratório para o Brasil foi fator preponderante nas futuras divisões socioculturais no país. Desta maneira, ocorreu também, uma fusão lexical que se diverge entre as regiões do Brasil. Este foi o grande reflexo da imigração européia, que perpetua até os dias atuais. A partir daí, torna-se possível encontrar, junto ao aparelho de linguagem, problemas sociolinguísticos que existem graças à falta de universalidade do aprendizado, além também, da desmoralização da leitura.
Em primeiro lugar, é importante comentar sobre o quanto é divergente o nível da educação pública entre os estados brasileiros. Segundo o IDEB, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em 2015, a nota entre a região sudeste e a nordeste tinha uma diferença de 33% (com vantagem para o sudeste), o que, drasticamente, comprova o real quadro de falta de universalidade do ensino no Brasil. Além disso, a situação apresentada, contribui com o analfabetismo funcional, e futuramente, pode promover uma série de consequências que prejudicarão o indivíduo tanto moral, quanto socialmente.
É válido ainda ressaltar que, outro grande agravante da desfunção linguística, é a desmoralização cultural da leitura. Com o constante avanço tecnológico, a ascensão virtual passa a ser um elemento bastante presente, e assim, cada vez mais, o hábito da leitura se desconcilia do ambiente social. Não é atoa que o Instituto Pró Livro divulgou dados que mostram que 50% dos entrevistados não tem o costume de ler por conta do comodismo. No entanto, um detalhe importante é que este problema poderia ser devidamente evitado, caso o organismo fosse “treinado” para a leitura, começando desde a época da escola, até conseguir entender assuntos mais complexos.
Por fim, é necessário compreender que o analfabetismo funcional não é uma doença, portanto pode facilmente ser evitado. Para que isto seja possível, cabe ao interesse da Secretaria da Educação efetivar nas escolas, as devidas cobranças e cumprimentos necessários para que se torne realidade a educação de forma homogenia para todos, o que promoverá paralelamente, o correto aprendizado do aluno. Além disso, faz-se necessário, em ambiente familiar e escolar, a incitação da leitura, não apenas às crianças, mas a um todo. Como diz Gustave Flaubert, famoso escritor francês, “A vida deve ser uma contante educação”.