Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

O cidadão brasileiro, além de conviver com a infeliz taxa de analfabetismo no país, ainda se depara com a triste realidade do analfabetismo funcional. Embora não sejam tão aparentes as mazelas causadas por esse mal, ele demonstra a existente carência no ensino, bem como escancara a desigualdade social no Brasil.

Primeiramente, faz-se necessário entender como causa primária de toda disparidade entre os cidadãos a desigualdade social enfrentada pela sociedade, existente desde os primórdios do país tupiniquim. Pertence a essa categoria o analfabetismo funcional, posto que um dos principais motivos para ocorrência de tal fenômeno é a evasão escolar, objetivando o trabalho em turno integral, logo seguida da ocorrente precarização da educação, ambas presenciadas com maior frequência em regiões mais carentes do território brasileiro. Nesse sentido, estatísticas como a do Indicador do Alfabetismo Funcional de 2018, as quais demonstram que 38 milhões de pessoas são consideradas analfabetas funcionais, atestam a abrangência dessa mazela no país, assim como a necessidade de encontrar alternativas para erradica-la.

Posto que o analfabetismo funcional se caracteriza pela dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, é nítido que essa condição impacta de maneira efusiva e rotineira a vida daqueles que a possuem. Os efeitos majoritários são vistos na redução da empregabilidade desses indivíduos e de sua inclusão social, principalmente dos mais pobres, o que contribui para manter o ciclo virtuoso de disparidade econômica. De forma mais ampla, também pode-se citar a queda de produtividade e competitividade nacional, posto que a deficiência das pessoas empregadas afeta o seu entendimento de instruções e comunicações pertinentes a seu cargo. Dessa maneira, afere-se as repercussões da problemática social que é o analfabetismo funcional na vida dos brasileiros.

Portanto, diante da problemática apresentada, medidas devem ser tomadas. Cabe às Secretarias de Educação, a fim de incentivar a permanência escolar, a criação de turmas de Ensino de Jovens e Adultos em horários diversos, para que caibam na rotina do trabalhador, bem como a capacitação dos professores para que saibam trabalhar de maneira eficiente com esse público. Além disso, é essencial que no ensino regular ocorra o incentivo à leitura, principal ferramenta para o combate do analfabetismo funcional, tal como a inclusão de ferramentas tecnológicas no processo pedagógico, objetivando que esse se torne mais atrativo. A partir disso, espera-se que, no futuro, o Brasil possa se orgulhar de que o analfabetismo funcional não é mais um fator denunciante da desigualdade entre seus cidadãos.