Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/03/2019
“Eu presto atenção no que eles dizem,mas eles não dizem nada,Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada”, a música “Toda forma de poder” da banda Engenheiros do Hawai retrata em seu início a incompreensão acerca do que se ouve e as consequências relacionadas à manipulação da sociedade.De maneira análoga, na contemporaneidade brasileira, o analfabetismo funcional é uma temática muito preocupante,uma vez que é caracterizada pelo indivíduo alfabetizado que consegue ler mas não sabe interpretar.Nesse sentido, a deficiência no sistema educacional e a falta de incentivo à leitura crítica fomentam essa questão.
Em uma primeira abordagem, cabe destacar que a educação brasileira ultrapassada fortalece a questão do analfabetismo funcional.Segundo o jornal Gazeta do Povo, apenas 8% da população entre 15 e 64 anos conseguem ler, entender e se expressar acerca de determinado tema.Tal fato é ,inquestionavelmente,uma consequência da educação brasileira preconizada ao longo do sec. XX,voltada ao aprendizado de conteúdo relacionado a datas e nomes, sem considerar o pensamento crítico. Consoante Francis Bacon,“Conhecimento é poder”,logo aquela pessoa que é alfabetizada, que sabe ler , mas que não compreende o que é dito não ganha o poder fornecido pelo conhecimento e assim como na música citada é facilmente manipulado pela mídia, pelo governo e pela religião.
Somado a isso, observa-se que a falta de incetivo à leitura de qualidade também corrobora para a temática.De acordo com a revista Fórum, o brasileiro tem lido pouco, menos de 2 livros por ano.Em razão disso, o que se nota na atualidade é a falta de circulação de idéias novas e próprias, vinculadas a um pensamento crítico em torno de uma temática.Consequentemente, as redes sociais comuns no modelo globalizado de gestão mundial estão sobrecarregadas de pseudo-cientistas políticos que sem pensar ou entender acerca de questões sérias, propagam notícias falsas como verdade absolutas.Consequentemente, perceber-se que a falta de leitura não apenas estimula o analfabetismo funcional como transforma seres “teoricamente " pensantes em marionetes alienados.
Destarte, faz-se mister a adoção de medidas que reduzam tal problemática.Para isso o MEC deve implementar mudanças na abordagem educacional desde o ensino fundamental ao profissional, ofertando cursos de capacitação aos professores objetivando a adoção de aulas práticas(visitas a museus, órgãos públicos, sítios, planetários) voltadas a estimular o pensamento crítico e o entendimento dos fenômenos sociais.Ademais, os governos locais devem distribuir pequenas bibliotecas em áreas públicas com o fito de incentivar a leitura e novas idéias,criando seres que divergem daquele da música, ou seja,um ser pensante e não manipulável.