Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

O analfabetismo funcional é um grande problema social. Conceituado pela dificuldade na assimilação de textos simples e formulações de contas matemáticas em indivíduos dados como alfabetizados. No Brasil, essa é a realidade de 38 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Paulo Montenegro (2018), três em cada dez jovens e adultos entre 15 e 64 anos passam por esse agravante, que se potencializa pelo alto índice de carência educacional nas escolas e ambiente familiar.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, aponta que 50% das pessoas entrevistadas declararam não ler livros pela falta de compreensão do conteúdo, assim como 38% dos universitários alegaram ter essa mesma dificuldade (Inaf, 2018). Esses dados indicam um enorme déficit na educação desde o nível básico até o superior, mostrando também a falta do incentivo à leitura por parte da escola e da sociedade.

A alfabetização ocorre de 0 a 6 anos, segundo a LDB. A participação familiar nos anos iniciais são fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem do aluno, como incentivo pela leitura junto com a escola.  O desenvolvimento intelectual e profissional do indivíduo é prejudicado pelo analfabetismo funcional, que promove muitas vezes no ambiente pessoal e profissional a exclusão, a discriminação e a dificuldade de comunicação.

Portanto, o problema poderia ser reduzido através do incentivo  a leitura desde os primeiros anos escolares, empregando metodologias através de aulas práticas com mecanismos de interpretações de textos lidos. Demonstrar através de propagandas em redes sociais e televisões sobre a conscientização da participação familiar na educação e parceria com as instituições. Além da participação nesse combate, do Ministério da Educação em consonância com escolas a efetuação de projetos abertos ao público como, aulas de leitura, além de promover avaliações e ensinos complementares de alfabetização.