Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, a incidência de indivíduos analfabetos funcionais vem crescendo cada dia mais, impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato, a fim de que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no índices alarmantes, no tocante à parcela de cidadãos incapacitados de compreender textos médios e longos. Segundo o IBGE, a previsão é que cerca de 82% da população seja analfabeta funcional até 2040. Diante do exposto, é inadmissível que a sociedade aceite a inobservância do poder público, uma vez que interpretação de texto é um dos principais pilares na formação de um cidadão com senso crítico.

Faz-se mister, ainda, salientar o ensino básico de baixa qualidade como impulsionador dos índices de analfabetos funcionais. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Diante de tal contexto, torna-se prejudicial a educação de base fornecida pelo governo, visto que o país se encontra no últimos índices do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes(PISA). Fato este que denota uma realidade distante àquela presente nos países desenvolvidos. Desse modo, o direito à educação deve ser oferecido às parcelas menos favorecidas, já que, do ponto de vista social, não existe exclusão.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que almejem um mundo mais alfabetizado. Dessa maneira, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em contratação de palestrantes  e professores de base qualificados para ofertar estratégias de estudos eficientes, a fim de que os analfabetos funcionais possam aprender a memorizar conteúdos de forma mais sólida desde o ensino infantil. Destarte, a realidade brasileira far-se-á cada vez mais próxima da vivenciada nos outros países, onde os índices são quase nulos.