Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/03/2019
“A educação é responsável pela construção da natureza social do indivíduo”. Por sua sociologia, Émile Durkheim suscitou que o papel da ação educativa é formar um cidadão que tomará parte do espaço público, não somente de seu desenvolvimento individual. Hodiernamente, tal método não é efetuado com expertise, visto que o analfabetismo funcional no Brasil torna-se cada vez mais preocupante. Nesse contexto, cabe analisar a problemática, a fim de propor alternativas atenuantes.
Mormente, destaca-se, que analfabetos funcionais são indivíduos que, embora reconheçam letras e números, são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas elaboradas. Segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018, três em cada dez jovens e adultos no país - o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas - são considerados analfabetos funcionais. Essa estimativa manifesta a necessidade de atenção, pois a dificuldade de compreensão prejudica o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo.
Observa-se, ainda, que a Constituição Cidadã de 1988 garante educação de qualidade a todos, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética a Nicômaco’’, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida que o descaso do governo para com a educação torna a alfabetização brasileira ineficiente, causando desestímulo nos professores e, consequentemente indivíduos incapazes de interpretar construções frasais simples e debater socialmente.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para atenuar o analfabetismo funcional. Cabe ao Ministério de Educação investir, por meio de verbas governamentais, na infraestrutura das escolas, disponibilizar materiais didáticos e aumentar o salário dos docentes, incentivando-os a ensinar com qualidade. Urge ainda, que esse Orgão desenvolva métodos que priorizem o letramento, principalmente o contexto das palavras, não apenas seus significados, construindo assim, a natureza social dos alunos.