Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/04/2019
Desde quando os jesuítas chegaram no Brasil, com a intenção de catequização dos indígenas, a informação vem sendo repassada entre a sociedade, porém o abandono da educação no Brasil está se tornando constante e evidente, tanto pelo Ministério da Educação, quanto pela população, que não está interessada no aprendizado básico. Ademais, na contemporaneidade, o acesso a educação está se tornando mais democrático, porém há quarenta anos atrás essa situação não era a mesma, e havia um laborioso acesso ao ensino no país, sendo barrado tanto por obstáculos físicos quanto morais.
Convém ressaltar, que segundo dados do movimento Todos Pela Educação, 2,4 milhões de crianças entre 4 a 17 anos estão fora da escola, isso decorre de vários fatores, cujo pode-se citar a baixa renda familiar, a falta de escolarização dos pais, trabalho informal e discriminação de cor e gênero. Outrossim, conforme regredimos o tempo, essas diferenças se tornam cada vez mais acentuadas e as barreiras físicas acabavam sendo impostas indiretamente, pode-se mencionar que a maioria da população residia nas áreas rurais, dificultando o acesso ao ensino, as barreiras morais estão impostas na sociedade até hoje, como é o caso da discriminação de gênero e cor, e segundo dados do movimento Todos Pela Educação, brancos são os que mais vão a escola e que adquirem os melhores resultados.
É indubitável e visível o abandono do ensino pelo Ministério da Educação e pela sociedade, se tornando perceptível a deterioração das estruturas escolares no país, com materiais obsoletos e insignificantes, como mesas, quadros e até as próprias salas de aula. Além disso, as crianças e os adolescentes dificilmente tem o interesse em aprender e em estar na escola, muitas das vezes só vão para marcar presença e raramente tiram seu tempo para conhecer o lhe está sendo oferecido, contribuindo para o analfabetismo, visto que a escola é vista como um dever, e não um local de necessidade de aprendizado, primordial para a vida, isso é consoante ao pensamento de John Dewey, que diz que a educação não é um processo social e nem a preparação para vida, ela é a própria vida.
Diante dos fatos supracitados, o Ministério da Educação deve investir na educação brasileira, e em projetos como Todos Pela Educação, que tem como objetivo, levar o ensino de qualidade a todos os cidadãos, e como consequência garantir a democratização do conhecimento. Ademais, se faz necessário a intervenção do Ministério da Infraestrutura, cujo a finalidade é assegurar o aperfeiçoamento da estrutura escolar brasileira por meio de novos materiais como mesas, salas de aula e quadros. Além disso, o Ministério da Cidadania necessita garantir para a população mais velha, aulas coletivas com o intuito da alfabetização, dando à eles a oportunidade que nunca foram lhe dadas e consequentemente reduzir a taxa de analfabetismo entre a camada mais madura da população.