Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Na idade média, apenas a elite tinha acesso a educação, tendo a maior parcela da população analfabeta e sem acesso a livros. Na hodiernidade, por mais que haja um acesso maior aos meios de ensino, o analfabetismo tem-se repetido, porém com uma nova “face”. Tendo em vista essa questão, torna-se necessária a discussão acerca do analfabetismo funcional e alternativas para a sua diminuição no Brasil, haja visto que há uma grande incidência desse fenômeno no país.

Na visão de Immanuel Kant o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. A partir da visão do filósofo pode-se inferir que a qualidade do ensino possui grande influencia na vida de um ser humano. Isso pode ser verificado nos índices divulgados pelo Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) que diz que, no Brasil, apenas 8% da população de 15 a 64 anos consegue entender e se expressar corretamente, tendo como principal motivo o ensino básico oferecido ser débil. Ao analisar tais dados, pode-se dizer quer é um absurdo que em um pais que possua a garantia constitucional de educação em seu artigo 6º, não ofereça essa tendo a qualidade necessária para o desenvolvimento de questões básicas, como a compreensão de situações do dia a dia.

Frente a essa problemática, presente também em outros países, foram desenvolvidas diversas alternativas que obtiveram êxito para a sua redução . Na Índia uma solução encontrada foi o método chamado “Same Language Subtitling” que prevê a inserção de legendas, no idioma hindi, em atrações e filmes transmitidos pela televisão indiana, para assim fazer com que pessoas com um nível de alfabetização baixo associem a fonética das palavras com sua grafia. Além desse, na Irlanda, a educadora Ursula Suter criou uma plataforma online com atividades lúdicas que simulam tarefas cotidianas, o que, nessa nação, já formou mais de 54.000 leitores, muitos deles desempregados e moradores de ambientes rurais.

Dado o exposto, pode-se dizer que é necessário que haja uma parceria entre o Ministério da Educação e engenheiros de software para a criação de aplicativos e sites inspiradas no que foi elaborado pela educadora na Irlanda, para que os benefícios que foram gerados naquele país possam ser produzidos no Brasil. Ademais, é preciso que o mesmo órgão governamental juntamente com meios de comunicação e virtuais criem publicidades que visem o incentivo a leitura, visto que, segundo o professor e escritor Marcus Barros, esse é um fator fundamental para o desenvolvimento de novos patamares culturais, intelectuais e profissionais.