Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Atualmente a educação básica gratuita é oferecida a todos os brasileiros, mas grande parte das população não possui conhecimentos básicos de interpretação de textos ou de escrita, o que caracteriza o analfabetismo funcional. Esse problema afeta negativamente a sociedade brasileira, e por isso é fundamental encontrar meios de combatê-lo.

Em uma sociedade em que os cidadãos não possuem domínio da interpretação de texto e da argumentação, o pensamento crítico e o debate são deixados de lado. É possível observar, em redes sociais, que em grande parcela das opiniões emitidas pelas pessoas no Brasil, não é realizada qualquer tentativa de argumentação, e que também não se busca entender a opinião de outras pessoas. Essa falta de capacidade de interpretação e argumentação se mostra nociva quando em discussões sobre importantes temas para a sociedade brasileira.

Essa situação tem como causa principal os problemas do ensino básico público no Brasil. Em muitas escolas, principalmente aquelas localizadas em regiões do interior do país, é observada a falta de profissionais qualificados para lecionar em suas respectivas disciplinas. Além disso, não é comum que haja nas escolas um estímulo específico, como um projeto, para a interpretação de textos e a escrita. Consequentemente, os alunos que passam pelo ensino não desenvolvem efetivamente as habilidades de leitura e escrita.

Desta maneira, o analfabetismo funcional é um problema que começa na escola e que afeta toda a sociedade. No âmbito escolar, o ministério da educação, em parceria com os municípios, deve criar projetos que estimulem a leitura, como clubes de livro, e incentivar a participação na olimpíada de língua portuguesa, para promover a produção de textos.Em relação aos adultos, o governo deve criar cursos online de leitura e de escrita, assim como promover a veiculação de mensagens de conscientização. A partir dessas medidas, a interpretação textual e a argumentação será promovida, reduzindo assim o analfabetismo funcional.