Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/04/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, o analfabetismo funcional impossibilita que essa parcela da população desfrute dessas prerrogativas na prática. Nessa perspectiva , deve haver uma discussão sobre o combate a essa problemática educacional para que esses desafios sejam superados de imediato e uma sociedade integrada seja alcançada.
É indubitável, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, observa-se que, apesar da constituição garantir educação a todos brasileiros, os alunos brasileiros se veem desamparados, haja vista que, Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), apenas sete entre dez brasileiros entre 15 e 64 anos podem ser considerados Funcionalmente Alfabetizados conforme o INAF (2001 - 2018) e 29% são considerados Analfabetos Funcionais. Há um baixo investimento no letramento desde o ensino fundamental, que acarreta assim, problemas futuros ao aluno.
Também se faz necessário perceber que há uma ausência de incentivos à leitura. A pratica desse hábito desenvolve o pensamento crítico, a criatividade e a interpretação dos fatos. Porém, o hábito dos pais lerem com os filhos é algo incomum nas famílias brasileiras, pois os mesmos, deixam essa tarefa para a escola, mas, há nas instituições o problema estrutural, a falta de bibliotecas e poucos professores. Outro problema é a falta de bibliotecas públicas no Brasil, há, em média, 1 biblioteca para cada 33 mil habitantes de acordo com Ministério da Cultura.
Sendo assim, torna-se inegável o fato de que o Ministério da Educação deve investir em métodos que priorizem o letramento desde o ensino fundamental, além de investir em bibliotecas públicas para que haja um maior incentivo em relação à leitura. Cabe ainda, aos pais e professores, incentivarem o hábito da leitura, criando horários específicos para ler e se empenhar mais na alfabetização das crianças, assim, poderão ser formados indivíduos propriamente formados. Á guisa do pensamento Kantiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.