Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/04/2019
A leitura estende a visão de mundo do ser humano.
Em uma pesquisa realizada pela Market Research World, o Brasil ocupa a 27ª posição de leitores do mundo, abaixo dos países vizinhos, como Venezuela em 14ª, Argentina em 18º e México em 25º lugar, esses dados revelam que o hábito de ler dos brasileiros é escasso, e isto influência no letramento do indivíduo, de tal maneira que o estudo feito pelo Instituto Paulo Montenegro revela que 29% da população brasileira são analfabetas funcionais.
É notório que a desigualdade social amplifica o quadro de iletramento, entretanto a melhor alternativa para reduzir o analfabetismo funcional no país é o incentivo à leitura de qualidade, pois, não basta apenas ler livros, revistas e etc., que visam ao entretenimento, mas buscar obras relevantes, pois, a leitura estende a visão de mundo do ser humano e contribui para a formação de um sujeito ativo em sociedade.
Em primeira análise, o livro é a forma mais eficiente de alcançar conhecimento, de acordo com René Descartes, no Discurso do Método, uma boa leitura é uma conversa com autores do passado, que nos transmitem seus conhecimentos, ou seja, ao desenvolver o hábito de ler bons conteúdos, o sujeito ganhará habilidades e aumentará o seu conhecimento.
Além disso, no Brasil a infraestrutura escolar, a indisciplina dos alunos, a falta de comprometimento dos pais, e professores despreparados, afetam os poucos ânimos a leitura existentes, contudo, o sistema educacional torna-se ineficiente por sua escassez de organização, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Art.º 23 dá liberdade para cada esfera escolástica se ordenar em ciclos, séries, e assim por diante, e com isso muitos discentes terminam o período escolar mal sabendo ler ou escrever, acarretando analfabetismo funcional, pela falta de um sistema de ensino unificado que respeite tanto alunos como professores.
Em última análise, mesmo com a fragilidade da educação brasileira é possível modificar o atual quadro de iletramento, é necessário fortificar as bases da educação, tornar a leitura uma disciplina a ser cumprida nas cargas horárias em toda a esfera educacional, desde a pré-escola até ao pós-doutorado.
Portanto, esta ação para colocar a literatura como matéria escolar obrigatória, deve partir da Câmara dos Deputados, sendo apresentado como projeto de lei, mas para que isto aconteça é preciso que a população manifeste esta proposta, e também, é de suma importância que obras clássicas sejam incluídas na disciplina, mas estas atitudes deverão ser tomadas por pessoas adeptas a leitura que sabem o valor da importância que é o ato de ler.