Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/04/2019
“O ser humano não teria alcançado o analfabetismo funcional no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado a prática da leitura, interpretação e construção de textos”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a negligência em interpretar textos, mas, também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de praticar a leitura, interpretação e construção de textos pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de incentivar a prática de leitura, interpretação e construção de textos, de modo que haja um maior interesse em ler e interpretar textos desde a pré-escola até o ensino superior por parte dos brasileiros, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil. Além disso, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os índices de analfabetismo funcional crescem, intrinsecamente, aliado à negligência em ler e interpretar textos dos brasileiros, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.
Paradoxalmente, o Brasil, que é um país visto como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente não só por suas políticas de inclusão social, como também por políticas públicas educacionais, deixa a desejar no que se refere ao desenvolvimento da prática de leitura e interpretação de textos no cotidiano dos indivíduos do país. Tendo em vista que, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os índices de analfabetismo funcional no país decrescem em ritmo lento e gradual, mas também ainda permanecem estagnados.
As alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, portanto, devem ser alcançadas com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, psicólogos e psicopedagogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade, tanto do corpo docente e discente quanto de toda a população dos municípios, em relação ao analfabetismo funcional ainda presente no Brasil, sendo que esses projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que eles se tornem uma prática cotidiana nas escola brasileiras.