Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 26/04/2019

Para o sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Ele acreditava que a construção social do indivíduo é feita, sobretudo, pela educação. Porém, hodiernamente, o Brasil vive um período antagônico ao pensamento de Durkheim, uma vez que o país abriga uma exacerbada quantidade de analfabetos funcionais, que sofrem exclusão e dificuldade de comunicação, comprometendo ainda mais seu desenvolvimento social, pessoal e profissional.

Desse modo, segundo dados do IBOPE DE 2005, 35 milhões de brasileiros são tidos com analfabetismo funcional, situação caracterizada pelo não desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, interpretação de textos e operações matemáticas. Essa realidade pode ser expressa pelo fato de que mais da metade dos adultos do Brasil, entre 25 e 64 anos, não possuem diploma de ensino médio, segundo a OCDE.

Além disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ainda ressalta que o menor nível de escolaridade tende a ser associado com a maior desigualdade de renda, pensamento descriminatório.

Frente ao exposto, entende-se que medidas são necessárias para sanar a questão. O Ministério da Educação deve fazer uso do Ensino a Distância (EAD), que apresenta-se como alternativa para redução do analfabetismo funcional, uma vez que oferece um ensino personalizado e alcança locais mais distantes do país.

Além do mais, seguindo os pensamentos de Durkheim sobre a construção do indivíduo pela educação, faz-se necessário, por intermédio do Governo, realizar um letramento com crianças em idade escolar e incentivar a prática da escrita e da leitura, para que uma satisfatória base educacional seja alcançada.