Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/04/2019

De acordo com o IBGE, 75% da população brasileira não possui domínio da escrita, e deste número 68% são analfabetos funcionais. Esse tipo analfabetismo caracteriza-se por pessoas que, apesar de reconhecer letras e números são incapazes de compreender textos e realizar operações matemáticas mais complexas. Essa situação é prejudicial as pessoas, pois elas possuem muita dificuldade em realizar tarefas do cotidiano. As raízes desse problema é a desigualdade social e o descaso com a educação.

Os analfabetos funcionais possuem inúmeras dificuldades em realizar tarefas do dia a dia como, por exemplo, ler e compreender alguma notícia, realizar uma receita culinária, fazer compras no supermercado e até mesmo pegar um ônibus. A maioria dessas pessoas possuem pouco estudo, mas isso também ocorre em estudantes que já terminaram o ensino médio, pois conforme uma pesquisa do INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional), 13% dos que terminam o ensino médio são analfabetos funcionais. Um dos motivos dessa situação é o abandono escolar, visto que muitos estudantes que vem de família pobre abandonam os estudos para trabalhar e ajudar em casa.

Além disso, outros fatores também contribuem com essa situação, entre eles está a falta de investimento do governo na educação. Segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil investe apenas 4,9% do PIB em educação, enquanto países desenvolvidos investem 5,2% do PIB. É possível perceber essa falta de investimento através da quantidade de analfabetos e analfabetos funcionais no país, que chega a 14 milhões e 35 milhões respectivamente. Ademais, esse descaso com a educação também desmotiva os professores, pois como recebem salários baixíssimos precisam trabalhar em diversas escolas, o que pode comprometer a preparação de aulas mais criativas e atrativas causando, inclusive a desmotivação dos estudantes.

Sendo assim, é notório o quanto é importante que medidas sejam tomadas para combater o analfabetismo funcional. Para isso, o Ministério da Educação (MEC), poderia investir mais em tecnologias como, por exemplo, o uso de tablets, smartphones e notebooks para os estudantes fazerem pesquisas e até mesmo ler livros. Outrossim, o Ministério da Educação em parceria com as secretarias escolares poderia propor em todas as escolas matérias diversificadas, como música, dança, teatro entre outros, para também desenvolver outras habilidades dos estudantes. E por fim, o MEC deveria valorizar mais os professores, ao começar com salários maiores, e também oferecer aos educadores cursos preparatórios voltados a atender os analfabetos funcionais. Tais medidas poderiam melhorar a qualidade de ensino e consequentemente reduzir o número de analfabetos funcionais no país.