Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/04/2019
O analfabetismo funcional é caracterizado pela dificuldade de exercitar determinadas atividades, como interpretar textos, escrever e fazer cálculos considerados simples. Tal fato vem se acentuando no Brasil, no qual afeta a empregabilidade dos indivíduos, ocorre devido a precária infraestrutura, principalmente em zonas rurais e a falta de incentivo da leitura e da escrita desde cedo.
Primeiramente, segundo o Instituto Paulo Montenegro, apenas 8% de pessoas entre 15 a 64 anos são alfabetizadas funcionalmente, ou seja, 92% possui o analfabetismo funcional. Sendo predominante em pessoas que estudaram em escola pública, principalmente as escolas rurais, devido a problemas como infraestrutura, baixos salários, pais analfabetos e desestimulados que não encontram perspectivas em mandar seus filhos à escola, distância, além do desinteresse do próprio indivíduo, no qual acomoda-se no trabalho braçal e deduzindo que para tais atividades não é necessário o domínio da leitura, escrita e interpretação. Como consequência, este indivíduo tem uma maior dificuldade de empregos
Segundo uma pesquisa na “Retratos da Leitura no Brasil”, o brasileiro lê por ano apenas 2,1 livros inteiros e dois em partes, no qual tem acentuado a problemática, já que a leitura desenvolve mecanismos de interpretação e de escrita. Ademais, o século XXI é vivenciado por uma ‘‘Geração Digital’’, no qual o brasileiro consome diariamente muitas informações digitais por redes sociais, como o Facebook, sem absorver a essência da escrita e da interpretação, apenas visualizando superficialmente. Sendo que, o início do mundo digital se inicia na infância, com jogos e videos online, bloqueando o interesse do indivíduo em ler um livro manualmente e assim, desenvolver as capacidades para que no futuro não ocorra o deficit de interpretação.
Portanto, é possível afirmar que a problemática vem se agravando no Brasil, devido a precarização da infraestrutura em escolas, assim como, a falta de incentivo a leitura durante a infância. Cabe ao Ministério da Educação efetivar campanhas e projetos de leitura em escolas de ensino básico, incentivando a leitura por meio da distribuição de livros para as crianças e os jovens, para que no futuro tenha menos analfabetos funcionais. Além disso, cabe a Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, investir em infraestrutura de escolas em zonas rurais, assim como o transporte, como também a propagação de palestras sobre o mercado de trabalho, para que assim o jovem ou a criança não abandone a escola, e portanto, o Brasil tenha menos analfabetos funcionais.