Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 01/08/2019

Muito se discute acerca da formação escolar e seus empecilhos no Brasil. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao alto índice de analfabetos funcionais que, segundo o Instituto Paulo Monte Negro, atinge cerca de 38% dos homens e 37% das mulheres no país. Esse debate, portanto, transparece a ineficácia das políticas públicas na educação que acomete diversas faces da sociedade, como por exemplo os direitos fundamentais do cidadão.

Darcy Ribeiro afirma que o não investimento na educação é um projeto político com finalidade de privilegiar a desigualdade e as elites econômicas. Tal fator facilita a manipulação política, por considerar que o cidadão não possui a premissa da crítica, e os lucros desenfreados do capitalismo, além de tornar a sociedade suscetível a crimes de ordem política por exemplo. A incapacidade de utilizar a leitura, a escrita e a realização de cálculos para fazer frente às demandas sociais cotidianas, pode gerar desemprego e tornar áreas do coletivo passíveis a desordem social.

Segundo Monteiro Lobato, ‘‘um país se faz com homens e livros’’, não obstante, o Brasil, umas das dez maiores economias do mundo, possui cerca de 13 milhões de analfabetos. Apesar disso, na atualidade, os governantes veem como objeção ao progresso educacional, discussões como: doutrinação, gênero e diversidade, condição que desconsidera os fatores concretos da formação do cidadão crítico. Tal desvio de reflexão acentua o fator de segregação e preconceito na sociedade, além de colocar a exclusão a frente da igualdade de direitos.

Com o intuito de criar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, é adequado que haja igualdade de direitos sociais a nível educacional. Essa finalidade pode ser obtida por meio da qualidade no ensino escolar, assegurando as garantias individuais do cidadão com auxílio de subsídios, por exemplo Bolsa Família, a fim de evitar a evasão escolar. Tais desígnios podem ser realizados pelo Ministério da Educação em parceria com o terceiro setor, isentando-o do fisco, com o propósito de abrir instituições privadas de educação à sociedade carente. Dessa forma, a educação no Brasil passará a formar cidadãos críticos e será promovido o desenvolvimento sustentável da nação.