Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/04/2019

Segundo o escritor português, Ramalho Ortigão, “O homem sem educação, por mais alto que o coloquem, fica sempre um subalterno”, sendo assim, fica evidente, segundo seu pensamento, a importância da educação na formação do ser humano. Entretanto, o analfabetismo funcional é um dos maiores desafios enfrentados pela sociedade brasileira. De acordo com o INAF (indacador de analfabetismo funcional), cerca de vinte e sete por cento da população brasileira entre 15 a 64 anos é analfabeto funcional, ou seja, é incapaz de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas mais complexas. Destarte, torna-se imprescindível analisar as Razões. que tornam essa problemática uma realidade na sociedade contemporâneo.

Em primeiro plano, é importante examinar como a rede de ensino brasileira contribui para a formação de analfabetos funcionais. Segundo os resultados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), no nono ano, setenta e três por cento dos alunos não aprenderam o adequado no português, e oitenta e três em matemática. Posto isso, é nítido a carência que a educação de base brasileira apresenta, tendo como principal consequência, estudantes que, ao não dominarem conceitos básicos e fundamentais, são incapazes de possuir pleno domínio das habilidades de leitura, escrita e cálculo.

Ademais, é necessário resaltar que, para adquirir o pleno domínio do português, por exemplo, e fundamental a pratica de atividades como a leitura. Conforme uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano, e, aliado a isso, cerca de trinta por cento da populcao nunca comprou um livro. Portanto, a falta de leitura é um problema que atinge a maioria dos que vivem no país, tendo como resultado, cidadãos com dificuldade na hora de interpretar textos, algo que pode causar problemas, tanto na esfera pessoal, como na profissional.

Infere-se, portanto, que combater o analfabetismo funcional no brasil é um grande desafio. Assim sendo, o Mec, juntamente com as escolas, deve atuar em favor da população, por meio de projetos que incentivam a leitura nas escolas, como premios para os alunos que lerem mais e workshops sobre livros clássicos da literatura brasileira, condicionando os alunos a decodificarem livros. Além disso, as universidades federais, com apoio do governo federal, devem criar programas de educação a distância que interpelem assuntos como matematica básica e interpretação de texto, com intuito de garantir o acesso à educação aqueles que não se enquadram no ensino tradicional. Feito isso, a sociedade brasileira não será mais composta por “homens subalternos”.