Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/04/2019

O analfabetismo funcional é caracterizado pela dificuldade de exercitar determinadas atividades, como interpretar textos, escrever e fazer cálculos considerados simples.Tal fato vem se acentuando no Brasil, afetando a empregabilidade dos indivíduos, ocorrendo devido à precária infraestrutura, principalmente em zonas rurais e à falta de incentivo da leitura e da escrita desde cedo.

Primeiramente, segundo o Instituto Paulo Montenegro, apenas 8% de pessoas entre 15 a 64 anos são alfabetizadas funcionalmente , ou seja, 92% possui o analfabetismo funcional.Sendo predominante em pessoas que estudaram em escola pública, principalmente as escolas rurais, devido a problemas como infraestrutura, baixos salários, pais analfabetos e desestimulados que não encontram perspectivas em mandar seus filhos à escola, distância, além do desinteresse do próprio indivíduo, o qual acomoda-se no trabalho braçal, deduzindo que para tais atividades não é necessário o domínio da leitura, escrita e interpretação.Como consequência, este indivíduo tem uma maior dificuldade de empregos.

Ademais, segundo uma pesquisa na ‘‘Retratos da Leitura no Brasil’’, o brasileiro lê por ano apenas 2,1 livros inteiros e dois em partes, o qual tem acentuado a problemática, já que a leitura desenvolve mecanismos de interpretação e de escrita. Ademais, o século XXI é vivenciado por  uma ‘‘Geração Digital’’, a qual o livro físico é deixado de lado pelo fato de que a tecnologia traz uma facilidade as informações, mas que não é absorvido a essência da escrita e da interpretação. Sendo que, o indivíduo tem acesso as tecnologias a partir da infância, com jogos e vídeos online, bloqueando o interesse em ler um livro físico e assim, desenvolver as capacidades para que no futuro não ocorra o déficit de interpretação.

Portanto, é possível afirmar que a problemática vem se agravando no Brasil, devido a precarização da infraestrutura em escolas, assim como a falta de incentivo à leitura. Cabe ao Ministério da Educação efetivar campanhas e projetos de leitura em escolas de ensino básico, incentivando a leitura por meio da distribuição de livros para as crianças e jovens, para que no futuro tenha menos analfabetos funcionais. Além disso, cabe à Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, investir em infraestrutura de escolas em zonas rurais, assim como transporte, como também a propagação de palestras sobre o mercado de trabalho, para que assim o jovem ou a criança não abandone a escola, e portanto, o Brasil tenha menos analfabetos funcionais.