Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 27/06/2019
Para o economista brasileiro, Cláudio de Moura Castro, em seu texto “os meninos-lobo”, “quem não aprendeu bem a usar as palavras não sabe pensar” e ele afirma, ainda, que isso se deve ao processo educativo do Brasil, de modo que os alunos brasileiros estão com a capacidade linguística de 4 anos a menos de escolaridade dos alunos europeus. Tal situação é caótica, contudo, mutável. Desse modo, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para o analfabetismo funcional no Brasil.
A priori, segundo dados da ONG Ação Educativa, no Brasil, apenas 8 a cada 100 pessoas em idade de trabalhar, têm plenas condições de compreender e se expressar. Esses dados demonstram o descaso do governo em garantir educação de qualidade que forneça condições de o aluno aprimorar a capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos, como remete Cláudio de Moura Castro. Tais circunstancias são irreparáveis, visto que afeta diretamente a economia brasileira, pois a probabilidade de faltar mão de obra qualificada é alta. Além de prejudicar os jovens brasileiros para ingressar no mercado de trabalho ou em um curso superior, devido à falta de coordenação cognitiva ideal, podendo gerar frustrações e o aumento do suicídio. Portanto, deve-se ajustar e aprimorar o processo educativo brasileiro em prol de melhoras em outros âmbitos da sociedade.
A posteriori, outro problema mal discutido é sobre a população rural que sofre com dificuldades de frequentar escolas, concebendo assim, o analfabetismo funcional entre essas pessoas. Nesse contexto, devido a distância da escola para casa e a falta de meios de transportes para levar e trazer os alunos, muitos pais optam por deixar de lado a educação escolar dos filhos e o ensinam a trabalhar no campo. Desse modo, observa-se a negligência das prefeituras no que tange ao fornecimento de transportes públicos que alcance todas as populações e ainda, no que se refere à construção de escolas no interior, perto de fazendas e roças para atender esses cidadãos.
Logo, sabe-se que o analfabetismo se deve ao descaso no processo educativo e no esquecimento das necessidades dos moradores rurais. Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover projetos de criação de escolas em variados bairros das cidades, além de contratação de professores profissionalizados e também, cabe ao mesmo fiscalizar essas escolas para conferir bons resultados dos alunos. Outrossim, as prefeituras das cidades devem averiguar as carências da população rural e fornecer quanto à isso, transporte escolar para alunos e funcionários das escolas, como também deve investir na construção de colégios próximos à essas fazendas. Tudo isso por intermédio dos impostos cobrados à população.