Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/06/2019
Segundo dados estatísticos do INAF (Indicador de alfabetismo funcional), entre os anos de 2001 e 2015, houve uma significativa queda no número de analfabetos funcionais. Porém devido à falta de capacitação de docentes, má remuneração e uma educação precária, são ainda necessárias medidas para erradicar este problema persistente na atualidade.
Primeiramente, vale ressaltar que o analfabeto funcional, mesmo sabendo ler e escrever, possui extrema dificuldade em interpretar textos e realizar operações matemáticas mais complexas. Este impasse é visto com seriedade pela Suécia, país no qual se destaca por seu excelente sistema educacional e baixas taxas de analfabetismo, justamente por ter um processo seletivo rígido para vagas de professores e atraentes salários valorizando o trabalho do profissional. No Brasil, já ocorre o contrário, grande parte das instituições educacionais tanto público quanto privada não filtram com cautela seus professores e há uma imensa desvalorização destes por causa de baixos salários. Dessa forma, com docentes despreparados torna-se inviável o aprendizado efetivo dos alunos em geral.
Além disso, está previsto na Constituição Brasileira de 1988 o direito à escolaridade a todo cidadão sem exceções, no entanto percebe-se que ainda existem pessoas que não tem esse direito assegurado, visto que quase 50% da população brasileira entre os jovens e adultos, apesar de serem alfabetizados, não são letrados, como relatado em uma matéria do Jornal da Record. Nesse sentido, esta problemática pode afetar o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo levando-o a ser excluído das práticas sociais.
Deve-se, portanto, imobilizar diversos setores da sociedade para extinguir este entrave e se aproximar da realidade sueca. A priori, a Receita Federal em consonância com o Ministério da Educação deveriam investir uma maior parcela dos impostos arrecadados em bibliotecas bem estruturadas nas escolas, criar cursos de qualificações para docentes com o intuito de prepará-los para lidar com os alunos não letrados e promover campanhas a fim de conscientizar a importância da leitura no meio social. Somado a isso, os pais ou responsáveis poderiam incentivar seus filhos a ler e escrever desde cedo e fazer disso um hábito. Desta maneira, seria possível dar continuação às quedas nos percentuais de analfabetos funcionais de estatísticas.