Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/07/2019

Analfabetismo funcional é a condição em que indivíduos que não conseguem ou que possuem muita dificuldade em ler, interpretar, se expressar ou em realizar cálculos matemáticos básicos. Nesse contexto, o número de pessoas que sofrem com esse problema no Brasil tem-se mostrado alarmante. Desse modo, é necessário avaliar falhas no processo educacional brasileiro como principais fomentadores da problemática bem como o papel das novas tecnologias - como as redes sociais - dentro dessa realidade.

Em primeiro plano, é válido ressaltar as falhas na educação dos indivíduos. Nesse sentido, para o filósofo alemão Immanuel Kant, o indivíduo é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, as instituições educacionais têm o poder de auxiliar as crianças e jovens nos princípios básicos, como ler e escrever. No entanto, na maioria das vezes, essas instituições acabam negligenciando no processo de ensino eficaz, se preocupando apenas com o cumprimento da carga horária excessiva e os baixos salários, infelizmente. Isso acaba por gerar nas pessoas a incapacidade de realizar atividades simples como a interpretação de um  texto, o que gera o analfabetismo funcional.

É válido mencionar também o uso das redes sociais como um possíveis aliadas no combate dessa mazela social. De acordo com o Inaf, cerca de 80% dos analfabetos funcionais utilizam o “Facebook” e “Whatsapp”, o que transforma essas mídias em potenciais ferramentas no combate ao problema, uma vez que nesse meio as pessoas exercitam a leitura e a escrita. Todavia, devido à ausência de criticidade da maioria dessas pessoas, essas estão mais susceptíveis às notícias falsas disseminadas pelas mídias sociais. Sendo assim, fica clara à necessidade de medidas eficazes para atenuar o impasse.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, renovar a metodologia de ensino em prol da aplicabilidade das disciplinas escolares no cotidiano por meio de discussões com profissionais da área. Assim, os estudantes podem sentir-se mais motivados a partir da percepção do sentido real e prático do conteúdo estudado. Em outra esfera, cabe à grande mídia, por meio de propagandas, o incentivo ao uso das mídias virtuais de maneira cautelosa e conseciente, alertando as pessoas para que elas não sejam vítimas de falsas notícias. Assim, será possível reduzir os altos números de analfabetos funcionais brasileiros e dar a essas pessoas uma melhor qualidade de vida.