Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/05/2019
A criação da Imprensa Régia em 1808 pelo imperador D. João VI incentivou a prática da leitura, inicialmente para as elites e com o tempo estendeu-se para as classes populares. No entanto, após mais de dois séculos da sua criação, o número de brasileiros que não possuem a capacidade de interpretar textos é significativo. Tal fator é explicado pela má qualidade da educação e a falta de acesso à escola.
Em primeira análise, o psicólogo Howard Gardner afirma que a qualidade da educação de uma nação determina o seu êxito para os próximos anos. Nesse sentido, apesar da riqueza que o Brasil possui, a sua distribuição para setores de ensino é bem baixa e analogamente a isso, a formação profissional dos professores da educação básica é insuficiente para garantir que a criança aprenda a ler, interpretar e escrever bons textos. Logo, é necessário começar pela base e romper com o descaso histórico com a escola.
A posteriori, de acordo com um estudo feito pelo Pnad, cerca de 6% do total de alunos está fora das instituições de ensino, os quais são mais vulneráveis, mais pobres e habitam locais distantes das escolas. Consequentemente, isso reflete no processo de aprendizagem visto que a alfabetização é dificultada se a criança não tem contato com a escola e não desenvolve a capacidade de ler e sintetizar o que será proposto na vida adulta.
Em suma, apesar de os últimos anos terem registrado uma queda do analfabetismo funcional, ele ainda é marcante e precisa de meios para continuar reduzindo. Portanto, cabe às Secretarias de Educação ampliar a qualidade do ensino por meio da contratação de professores com habilidade em ensino de interpretação e produção textual que será avaliada com provas semestrais. Além disso, as Prefeituras podem auxiliar famílias carentes com transporte e bolsas, a fim de que as crianças tenham acesso à escola e a universalização da educação seja garantida.