Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 02/07/2019

Segundo Immanuel Kant, “O homem é o que a educação faz dele”, assim o conhecimento é um fator intrínseco no progresso do indivíduo e da sociedade. Nesse ínterim, o analfabetismo funcional é um problema, que marca o retrocesso na educação brasileira, pois denota, por exemplo, à falta de conhecimento básico em atividades de leitura e escrita, o que atrapalha o desenvolvimento pessoal e profissional do cidadão bem como toda a sociedade, por isso precisa ser combatido.

A partir disso, vale destacar o prejuízo à criatividade humana e à interpretação crítica da realidade provocado pela questão citada, cujo resultado é a limitação nos estudos e no mercado. Isso porque, a dificuldade em interpretar textos simples, característica do analfabeto funcional, leva esse indivíduo a analisar as experiências vividas e, por conseguinte, as ciências de modo superficial, dirigindo-o a um desempenho estudantil, profissional e pessoal falho.

Somado à perspectiva individual, a conjuntura social também é afetada pela problemática, já que ela lesa 30% da população, segundo o INAF (Índice de Analfabetismo Funcional) e que essas pessoas são manipuladas com mais facilidade. Durante o Império Romano, criou- se a política do pão e circo, com o propósito de controlar a população através de uma ideia única e livre de juízos que comandava o Estado. Análogo a essa situação, os brasileiros atuais estão sujeitos a um controle social pela falta de criticidade que impera no país, o que fragiliza a harmonia democrática, o bom senso popular e a coesão social, portanto muito danoso.

Assim, nota-se a urgência de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, ao analisar as ilações descritas. As Escolas devem realizar projetos e aulas extracurriculares, juntamente com as comunidades, por meio de bibliotecas itinerantes e projetos de leitura e escrita organizados pelos professores de língua portuguesa, com a finalidade de aumentar o ritmo de leitura, melhorar a escrita e aperfeiçoar as habilidades cognitivas do povo.