Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/06/2019
Na obra " A Hora da Estrela", da autora Clarise Lispecto, a personagem protagonista, Macabéa, apresenta inúmeras dificuldades para realizar a sua profissão devido ao fato de ser uma analfabeta funcional. Uma ficção que dialoga com a realidada de inúmeros cidadãos que se encontram nesse mesmo quadro de analfabetismo. Em vista disso, ao analisar esse cenário no Brasil, percebe-se as falhas presente no ensino básico, as quais são reflexo da omissão do Estado com seu sistema educacional e, assim, conquistas sociais são negligenciadas.
Em primeira instância, apesar da Constituição Cidadã afirmar por meio de artigos e dispositivos que a educação é um direito a qual deve fomenta o desenvolvimento do cidadão, a realidade ilegitima esse decreto. Dado que, ao analisar o contexto de pessoas que possuem dificuldades de realizarem interpretação textual ou operações matemáticas percebe-se, desse forma, como a educação brasileira não promove estímulos necessários a esse desenvolvimento . Isso é reflexo do ensino defasado o qual se apoia em sistemas decorebas que limentam a forma de apredizagem, e , assim, consequentemente, não é receptivo para todos. Diante disso, favorece a este cenário; três em cada dez brasileiros são analfabetas funcionais, segundo o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018.
Contudo, essa realidade evidencia a omisso do Estado com seu sistema educacional . Posto que, ao observar a discrepância existente entre a qualidade do ensino básico das instituições públicas e privadas, nota-se, desse jeito, que a problemática do analfabetismo funcional é fruto majoritariamente da educação ofertada pelo governo. Ademais, esse quadro confirma o posicionamento da escritora Adriana Venância, a qual diz que, atualmente, há uma confusão entre quem é cidadão e quem é consumidor, uma vez que a educação, por exemplo, aparece como conquista pessoal e não como direito social. Desarte, se as conquistas sociais continuarem a serem negligenciadas pelo Estado, indivíduos permanecerão a reverberar a personagem Macabéa, pois devido ao fato de não conseguirem custear um ensino de qualidade, dificilmente usufruirão de um desenvolvimento pessoal.
Portanto, faz necessário que ONGs- Organizações não governamentais- venham pressionar o Estado por meio de passeatas, que elucidam a necessidade da reformulação do ensino básico para coibir o analfabetismo funcional, com objetivo de que esse construa uma educação de qualidade, a qual dialogue os conhecimentos cognitivos com os socioemocionais e, assim, estímulo o crescimento pessoal do aluno. Parar que, dessa forma, a educação não se apresente como uma conquista pessoal, mas como um direito social, em que, todos possam ser beneficiados. Assim, garantir-se-á medidas que reduzem os índices dessa problemática na sociedade.