Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 06/06/2019

Indiferença e resignação

Desde a Constituição de 1891,com a instauração do princípio de que todos são iguais perante à lei e, portanto, devem ter acesso à educação, iniciou-se um debate relacionado aos índices de analfabetismo. Entretanto, mesmo com a criação de projetos educacionais e de instituições com o objetivo de resolver os problemas relacionados ao baixo - ou inexistente - índice de escolaridade da população, o iletrado funcional ainda é presente no país. É necessário, portanto, a discussão entre Estado e sociedade relativa à educação desqualificada, a fim de que os erros existentes sejam sanados.

Sobre esse viés, consolida-se a ideia  do intelectual romano Sêneca no que cerne ao ensino exigir os maiores cuidados na infância, visto que influi sobre toda a vida, baseado na conjuntura de que a ausência de políticas educacionais que avaliem as crianças na escola primária ocasiona a obsolescência no aprendizado dos anos posteriores. Com isso, o direito à educação, previsto no Artigo 205 da Constituição Federal, não é garantido de forma integral.

Convém ressaltar, também, o pensamento de Antônio Prates no que diz respeito a indiferença ser o maior problema da sociedade, visto que os pais por, muitas vezes, terem pouco índice de escolaridade,se tornam negligentes  no acompanhamento educacional dos filhos. Isso culmina no baixo desenvolvimento cognitivo, à medida que este é estimulado apenas no ambiente escolar e de forma desqualificada.

Diante disso, torna-se evidente o descompasso entre Estado e sociedade na resolução do analfabetismo funcional. Cabe, portanto, respectivamente, ao Ministério da Educação a criação de um sistema de avaliação anual obrigatório para todas as escolas do país, que preze pela contabilidade dos erros existentes, a fim de que estes possam ser sanados, e a qualidade educacional garantida continuamente; e às comunidades dos bairros a fomentação de institutos educacionais para adultos, que estimulem aqueles com baixa escolaridade a terem qualificação e, assim, garantirem maior apoio educacional-familiar às futuras gerações. Com isso, o Brasil caminhará para  a extinção da desigualdade pedagógica e, consequentemente, para um país democrático.