Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/08/2019

A Constituição Federal de 1988, carta magna brasileira, assegura a educação como um direito de todos os cidadãos. Entretanto, é possível inferir que tal direito constitucional é aplicado apenas parcialmente, haja vista o grande índice de analfabetismo funcional no Brasil, que é a dificuldade de compreender textos simples e realizar operações matemáticas. Desse modo, a falta de efetividade integral desse direito reflete-se em fatores como a carência de investimentos públicos em escolas e as dificuldades enfrentadas pelos analfabetos funcionais futuramente.

A princípio, cabe ressaltar que os poucos investimentos no setor educacional colaboram para a criação de um cenário de educação deficitário. De acordo com o filosofo Aristóteles em sua obra “Ética a Nicômaco”, as carências acarretam em mazelas sociais. Nesse sentido, essa premissa encontra-se ligada ao desenvolvimento do analfabetismo funcional, visto que poucos recursos são destinados as escolas, de forma com que essas não possuam condições de ofertar uma alfabetização adequada, com projetos de leitura e escrita em todos os níveis escolares. Assim, compromete-se o processo de formação crítica e intelectual completa do individuo, impedindo o direito à educação de qualidade para toda a sociedade.

Por conseguinte, ao analfabetismo funcional afeta negativamente a vida dos indivíduos em diversos âmbitos. Conforme o sociólogo Émile Durkheim, quanto mais eficiente o processo educacional melhor o desenvolvimento social na comunidade. Dessa maneira, em decorrência de uma alfabetização insuficiente, os analfabetos funcionais têm suas relações sociais comprometidas, propiciando um cenário de exclusão social ligado a fatores como a dificuldade de comunicação e ao preconceito linguístico muitas vezes sofrido por esse grupo. Além disso, a inserção no mercado de trabalho e no meio acadêmico para os analfabetos funcionais também é mais difícil, prejudicando sua formação profissional.

Dado o exposto, medidas são necessárias para reverter quadro atual. Para o alcance de um ensino de qualidade, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio do aumento de verbas governamentais destinadas à educação, promova oficinas de leitura e produção textual nas instituições escolares, com o objetivo de estimular a capacidade de interpretação e raciocínio dos alunos, garantindo futuramente uma formação educacional eficiente e completa. Dessa forma, será possível garantir integralmente o direito a educação a toda população brasileira, reduzindo o analfabetismo funcional.