Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/06/2019
Segundo dados estatísticos do INAF (Indicador de alfabetismo funcional), entre os anos de 2001 e 2015, houve uma significativa queda no número de analfabetos funcionais. Porém, devido à falta de capacitação de docentes, má remuneração e uma educação precária, são ainda necessárias medidas para erradicar este problema persistente na atualidade.
Primeiramente, vale ressaltar que o analfabeto funcional, mesmo sabendo ler e escrever, possui extrema dificuldade em interpretar textos e realizar operações matemáticas mais complexas. Este impasse é visto com seriedade pela Suécia, país no qual se destaca por seu excelente sistema educacional e baixas taxas de analfabetismo, conforme divulgado na revista VEJA, justamente por ter um processo seletivo rígido para vagas de professores e atraentes salários valorizando o trabalho do profissional. No Brasil, já ocorre o contrário, grande parte das instituições de ensino, tanto público quanto privada, não filtra com cautela seus professores visto que um pouco menos da metade deles não tem formação no que lecionam no ensino fundamental, consoante o jornal da UOL, e também há uma imensa desvalorização destes por causa de baixos salários. Dessa forma, com docentes despreparados torna-se inviável o aprendizado efetivo dos alunos em geral.
Além disso, está previsto na Constituição Brasileira de 1988, o direito à escolaridade à todo cidadão sem exceções. No entanto, percebe-se que ainda existem pessoas que não têm esse direito assegurado, uma vez que quase 50% da população brasileira, entre os jovens e adultos, apesar de serem alfabetizados, não são letrados, como relatado no jornal da Record. Nesse sentido, esta problemática pode afetar o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo levando-o a ser excluído das práticas sociais.
Deve-se, portanto, imobilizar diversos setores da sociedade para extinguir este entrave e se aproximar da realidade sueca. A priori, a Receita Federal, em consonância com o Ministério da Educação, deveria investir uma maior parcela dos impostos arrecadados em bibliotecas bem estruturadas nas escolas, criar cursos de qualificação para docentes com o intuito de prepará-los para lidar com os alunos não letrados e promover campanhas a fim de conscientizar a importância da leitura no meio social. Somado a isso, os pais ou responsáveis poderiam incentivar seus filhos a ler e escrever, praticando essas ações rotineiramente e fazer disso um hábito. Desta maneira, seria possível dar continuação às quedas nos percentuais de analfabetos funcionais de estatísticas.