Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/07/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os cidadãos o direito à educação e ao bem-estar. Contrariando esse ideal, no Brasil, a educação de qualidade que possibilite o desenvolvimento da lógica e da interpretação é contemplada por poucos. Nesse contexto, é imprescindível analisar a história do país e a atuação do Estado como percursores desse cenário caótico.

Mormente, é inegável que a educação é um privilégio e não um direito social desde o Período Colonial do Brasil. De fato, com a chegada da família real em 1808 às terras tupiniquins, o ensino difundiu-se, porém somente aqueles que tinham bens conseguiam ter acesso à alfabetização, excluindo, assim, a maior parte dos brasileiros. Tal fato estendeu-se até a contemporaneidade, na qual o ensino privado é de qualidade e o público absurdamente não consegue sequer desenvolver a capacidade de leitura, gerando um país com milhões de analfabetos  funcionais.

Ademais, é inocente acreditar que o Poder Público promove medidas efetivas para contornar a problemática. Sob tal ótica, levantamento feito pelo Indicador de Analfabetismo Funcional, cerca de 30% dos brasileiros encontram-se nessa categoria. Esse dado alarmante é resultado direto da falta de investimento do governo nas escolas, as quais sofrem com o sistema de ensino arcaico e professores mal remunerados, dificultando o aprendizado de etapas essenciais como a alfabetização.

Destarte, ficam claras as consequências da histórica desvalorização da educação no país por seus gestores. Diante disso, urge que o Ministério da Educação promova a reestruturação das escolas, por meio da destinação de subsídios advindos dos impostos, aplicando-os na compra de materiais, na reforma estrutural dos colégios e no aumento do salário dos professores, com o fito de tornar essas unidades um ambiente ideal para o ensino e para a aprendizagem. Somente com tais medidas, o Brasil cumprirá plenamente os princípios indispensáveis da Declaração Universal.