Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/07/2019

Segundo a teoria das inteligências múltiplas, desenvolvida pelo psicólogo Howard Gardner “A vida humana requer o desenvolvimento de vários tipos de inteligência”. Entretanto, na atual conjuntura social, política e econômica evidenciou-se um descaso, no que tange a educação pública. Diante da irregular distribuição do ensino escolar e superior, somado a falta de incentivos e qualidade na aprendizagem, o que se pode comprovar pelo atual quadro do analfabetismo funcional no Brasil.                  Inicialmente, é possível afirmar que, embora o artigo 205 da constituição brasileira garanta o direito à educação, na prática tornou-se nítida uma falha judiciaria. Isso ocorre, pois a distribuição do ensino, tanto básico quando superior é irregular, concentrando-se e tendo mais qualidade nos estados com maior potencial socioeconômico. Como se pode atestar pela publicação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmando que “O Nordeste brasileiro tem a maior taxa de analfabetismo funcional do país em comparação ao sul com menor taxa”. Tal fato pode ser associado à negligência dos governantes perante as politicas de ensino, privilegiando outros interesses e fazendo descaso da aprendizagem, fomentando, para parte da sociedade, uma incapacitação profissional. Eventualmente provocando sua exclusão, gerando desemprego e instabilidade.

Em segundo plano, conforme o filosofo grego Aristóteles existe uma tênue diferença entre “Ato e Potência” sendo, respectivamente, aquilo que as coisas são e o que podem vir a ser. A partir desse pensamento é possível estabelecer uma relação com o atual quadro do analfabetismo funcional no Brasil, haja vista que se gerou um sistema de ensino mal estruturado. Em virtude da falta de investimentos na educação, causado pela falta de políticas voltadas ao incentivo e estruturação das instituições, responsável por garantir acesso para todos. Devido a isso, grande parte da sociedade é desestimulada e privada de evoluir, através do conhecimento, como “ser em potência”.

A perpetuação do descaso, referente à educação pública, edifica essa realidade lastimável em nossa sociedade. Portanto, cabe ao poder executivo -cujo objetivo é administrar os interesses públicos- em parceria com o MEC (Ministério da Educação) criar um novo sistema de ensino. Sendo esse inserido nos estados com maior índice de analfabetismo funcional, por meio de projetos que garantam a qualidade na aprendizagem, disponibilizando professores, transportes, alimentação, aulas práticas e atividades extracurriculares. Através do financiamento pelos governos estaduais, em prol de garantir acesso, para o maior quantitativo de estados, reduzindo a taxa de iletrados no Brasil. Assim, poder-se-á construir uma nação capaz de desenvolver suas “múltiplas inteligências” pois, conforme Howard Gardner “Uma firme educação nos equipa para a busca continua de novas soluções”.