Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/07/2019

Os analfabetos funcionais são aqueles que já possuíram contato acadêmico com a língua portuguesa e o estudo dela, mas que, apesar de serem “capacitados” formalmente, são incapazes de interpretar pequenos textos ou compreender sentenças medianas do próprio cotidiano. Esses compõem, atualmente, a maioria da população brasileira - noventa e dois a cada cem brasileiros estão condicionados à essa realidade, de acordo com o site Administradores.com - e são derivados da precariedade do serviço público educacional oferecido pelo Estado. Além disso, o costume da sociedade de supervalorizar a quantidade de diplomas e formações em si, e não a real capacitação profissional individual como forma de atingir a excelência, é outro fator preponderante.

Em primeiro plano, a Terceira Revolução Industrial e a inserção das máquinas no mercado de trabalho corroboraram para o desemprego estrutural no Brasil e, consequentemente, para o aumento da competição intra-social para vagas de emprego. Dessa forma, o aumento significativo de especializações em nível superior como solução para o indivíduo destacar-se perante a concorrência ocasionou o sucateamento desse recurso, pois o povo hipervalorizou o número de diplomas em si e não o acúmulo do conhecimento de qualidade e a aplicação desse no mercado. Assim, é notável que o número de acadêmicos cresceu, porém o de analfabetos funcionais também, justamente porque não há o devido apreço à educação.

Paralelamente, a falta de compromisso de todos os governo já vigentes em investir severamente na educação pública de qualidade é outro fator que acarreta no crescente número desses analfabetos. De acordo com o portal do Ministério da Educação (MEC), cerca de dez por centro da população não tem acesso à formação pública eficiente, o que a faz esse problema ser considerado subproduto direto da ineficiência do Estado. Essa situação, então, intensifica o número de pessoas superficialmente capacitadas e reflete em todo o mercado de trabalho brasileiro e nos níveis gerais de educação nacional. Assim, o déficit de repasses financeiros a esse setor tão imprescindível, juntamente com as políticas públicas falhas, são responsáveis pela perpetuação desse sistema.

Dessarte, medidas que visam reduzir o analfabetismo funcional no Brasil são emergentes. Para tal, o MEC deve realizar o aumento da contratação de profissionais da educação - como professores e pedagogos - por meio de concursos públicos nacionais. Essa proposta objetiva intensificar e melhorar a situação educacional atual e abranger maior número de alunos possível, para que um exercício de qualidade seja feito e a realidade do analfabetismo funcional seja combatida com o crescimento dos índices de profissionais e cidadãos realmente capacitados.