Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/08/2019

Consoante ao educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, a leitura do mundo precede a leitura da palavra, logo, é fundamental para um país em desenvolvimento possuir uma sociedade letrada. Nesse contexto, alternativas para reduzir o analfabetismo no Brasil são necessárias devido ao seu crescimento gradual, em resposta à baixa renda, bem como a negligência governamental. Portanto, haja vista que é de suma importância uma reeducação social, por meio dos agentes adequados para transpor essa barreira.

Desde o advento da Revolução Industrial houve uma aceleração social, em outras palavras, a sociedade passou a apressar-se para acompanhar o crescimento econômico e industrial do país, por meio de alternativas mais rápidas para ingressar ao mercado de trabalho diante ao crescente capitalismo, como por exemplo, formação de pequenas empresas autônomas e vendedores ambulantes. Em consequência disso baixa renda contribui para que as pessoas não deem continuidade aos seus estudos, dessa maneira, assegurado por intermédio do que foi citado, formas de agilizar o processo de admissão ao trabalho.

Além disso, a falta de interesse ativo governamental ainda é um grande impasse à redução do analfabetismo funcional. Devido à falta de incentivos as camadas sociais mais baixas, mesmo com projetos gratuitos como o Encceja que garante a certificação para jovens e adultos que não completaram o Ensino Fundamental ou Médio, muitas pessoas ainda estão sem conhecer e entender a importância da leitura, tanto para ascensão pessoal, quanto para o país. Sendo assim, com a colaboração do Governo mudanças na configuração social são fundamentais.

Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca da importância da leitura em palestras elucidativas por meio de exemplos, dados estatísticos e declarações de pessoas que mudaram de vida por meio dos estudos, para que a sociedade civil, em especial os jovens e adultos, não sejam complacentes com a cultura capitalista difundida socialmente. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou Secretária da Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a promover, em conjunto com a mídia, canal direito de informação, programas de incentivos para que as pessoas passem a ter um interesse maior pelo conhecimento, por intermédio da disponibilização da criação de políticas públicas mais dinâmicas que as existentes. Desse modo, o país será transformado com uma nova leitura do mundo.