Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 03/08/2019

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim,a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser,assim como esse,composta por partes que interagem entre si.Desse modo,para que esse organismo seja igualitário e coeso,é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos.No entanto,no Brasil,isso não ocorre,pois em pleno século XXI o ambiente educativo encontra-se deficitário,correlação intrinsecamente ligada ao analfabetismo funcional,seja pela inobservância do Estado em falta de verbas destinadas a esse quadro,seja pela desigualdade social vigente.

Antes de tudo,é válido ressaltar como o Governo e suas aplicações estejam entre as causas do problema.Acerca dessa premissa,a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social,contudo,devido aos escassos investimentos governamentais em funcionários capacitados e em melhor suporte técnico no meio educandário,isso não é firmado.Logo,uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões é importante para transpor o impasse.

Em segundo momento,é importante destacar a discrepância social como impulsionador da evasão escolar,tendo em vista que o Brasil possui cerca 3,7 milhões de crianças longe desse ambiente de acordo com uma notícia publicada pelo portal G1.Nessa lógica,segundo Freud em seu livro"Psicologia das massas e Análise do Eu",indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio,oprimindo as diferenças.Assim,ressalva-se a importância de certos setores da sociedade,a exemplo de famílias e escolas,na formação cidadã dos brasileiros,para que o analfabetismo funcional deixe de ferir a Declaração Universal dos Direitos Humanos e se modifique positivamente.

Diante do exposto,medidas são necessárias para mitigar o panorama em análise.Para tanto,cabe ao Governo Federal,em consonâncias com empresas privadas,investir em bibliotecas públicas,por meio da aplicação de verbas em mais funcionários capacitados para que todas as pessoas possam ter acesso ao conhecimento e,com isso,aumentar o senso crítico dos cidadãos.Ademais,convém às entidades governamentais,criar programas educativos de incentivo à leitura,como peças teatrais,visitas em museus,além de promover projetos de inclusão social,por meio de premiações,por exemplo,no intuito de diminuir  o “apartheid educacional” criado hodiernamente.Desse modo,será possível minorar os efeitos do analfabetismo funcional e,somente assim,poder devolver o direito de cidadania e bem-estar social bem como defendido pela Constituição de 1988.