Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 12/08/2019

Observa-se que segundo Platão, a sociedade ideal seria pautada em sólidos pilares educacionais. Nesse contexto, é mister destacar que,embora a Constituição Cidadã assegure o acesso à educação como direito universal, os elevados números de indivíduos analfabetos funcionais demonstram que o sistema educacional tem se mostrado ineficiente. Sob esse aspecto, acredita-se que medidas são necessárias para que se possa atenuar  as taxas de analfabetos funcionais no Brasil. Assim, salienta-se que não só o enfoque na educação infantil, mas também o desenvolvimento do senso crítico dos cidadãos são alternativas para minimizar o analfabetismo.

Em primeira análise, vale pontuar que maiores recursos devem ser direcionados  à educação básica. Consoante Rousseau, o Estado deveria maximizar e priorizar os recursos voltados aos ensino infantil. Nesse cenário, acredita-se que a criação de uma educação infantil sólida permite que, desde a primeira infância, o indivíduo possa desenvolver suas habilidades cognitivas de forma efetiva, facilitando a interpretação, compreensão de textos e questões cotidianas, o que possibilita a diminuição do analfabetismo funcional.

Outrossim, também é notório ressaltar que o fomentação do senso crítico dos cidadão é uma forma de atenuar o número de brasileiros analfabetos funcionais. É visto que devido às influências da Indústria cultural, grande parte dos brasileiros permanece no que Kant denomina menoridade, ou seja, o indivíduo não pensa de forma crítica e espontânea e apenas absorve, de forma passiva,  o que lhe é exposto. Dessa maneira, constata-se que fomentar o pensamento crítico dos cidadãos seria uma forma de amenizar o analfabetismo funcional, uma vez que ao pensar de forma crítica o indivíduo poderá usar o conhecimento que lhe foi transmitido no ambiente escolar de forma legítima e apropriada.

Torna-se indubitável, portanto, a necessidade de solucionar a problemática em voga. Dessa forma, cabe ao Estado- por intermédio do Ministério da Educação- diminuir a taxa de analfabetismo funcional no país. Desse modo, julga-se que por meio de melhorias na grade do sistema educacional- favorecendo disciplinas que estimulam o pensar como lógica-, fornecimento verbas para a contração de profissionais que possam auxiliar na interpretação de textos, além de promover palestras e oficinas com profissionais capacitados - sociólogos, filósofos etc- que auxiliem ajudar os alunos a desenvolver o senso crítico são caminhos que podem ser utilizados. Com tais medidas, acredita-se que as questões envolvendo o analfabetismo funcional, no Brasil, serão atenuadas.