Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/08/2019
No livro “Alice através do espelho” a protagonista é ridicularizada por ler e falar incorretamente. De forma semelhante, no Brasil atual, os analfabetos funcionais (incapacidade de compreender um texto após sua leitura) sofrem com as barreiras sociais. Isso ocorre, principalmente, pela falha educacional. Assim, o fenômeno deve ser analisado e combatido.
A princípio, o sistema de ensino decadente corrobora para os desafios. De acordo com o filósofo Immanuel Kant “o homem é aquilo que a educação faz dele”, logo, o intrínseco quantitativo de iletrados são os reflexos da base primária precária. Nessa perspectiva, a falta de apoio governamental para os programas de interpretação textual nas escolas e a desvalorização dos educadores, inibem, os mesmos, de desempenharem com qualidade sua função. Com isso, a desmotivação engloba as redes escolares e formam cidadãos analfabetos.
Ademais, a intolerância do século XXI criam muros entre a população. Segundo o físico Issac Newton “toda ação, gera uma reação”, nesse sentido, como consequência da falha educacional, os indivíduos que usufruíram do artigo 6 da Constituição Federal, direito a educação, assolam a desigualdade entre as comunidades, por tratarem os analfabetos como “tolos”. Seja por ler, escrever ou dialogar de forma incoerente, são excluídos das relações cotidianas, gerando transtornos psicológicos como depressão.
Portanto, a quebra das barreiras são fundamentais. Urge então, as Secretarias Municipais de Educação de cada região, executarem projetos escolares (ensino fundamental) em parceria com as bibliotecas públicas. De modo que semanalmente seja reservado horários fixos para realização de oficinas de leituras aos diferentes públicos (15 a 64 anos), a fim de proporcionar alfabetização social. Como também, cabe ao Ministério da Cultura propagar as dificuldades dos indivíduos “tolos” com propagandas televisíveis, visando conscientizar a população. Dessa maneira, haverá mudança comportamental do homem frente a realidade de Alice.
os índices do Jornal da Record (2016) revela o país com aproximadamente metade da população entre 15 e 64 anos