Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/09/2019
Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, em 2018, o Brasil possui, ainda, cerca de 11,8 milhões de analfabetos. Nesse viés, nota-se, claramente, o exacerbado desequilíbrio no tocante à efetiva didática e à alfabetização como estratégia de construção da dignidade humana, fruto da condição imposta à parte populacional no país e da negligência estatal. Desse modo, é imprescindível a discussão desses fatores, com vistas a mitigá-los, de maneira eficaz.
De início, é importante trazer à tona como a situação socioeconômica dos brasileiros influencia no processo de aprendizado, uma vez que, em virtude da extrema carência financeira, boa parte dos indivíduos vêem a necessidade de largar, desde a tenra idade, os estudos e, por conseguinte, não obtêm o acesso pleno à leitura e à escrita - postura que revalida o aumento nos dados mencionados. Esse cenário faz jus ao pensamento do educador brasileiro Paulo Freire, o qual afirmava que a educação, por um lado, sozinha, é incapaz de transformar a sociedade e sua ausência, por outro lado, tampouco ajuda a mudá-la.
Outrossim, é fulcral pontuar, ainda, que a máquina pública não cumpre com suas obrigações legais, visto que embora a Magna Carta, de 1988, garanta o direito à educação para todos, impondo o dever de assegurá-la ao Estado, em seu Artigo 205, é irrefutável a ação teórica prevalecendo sobre a prática, haja vista que não é dado o suporte adequado, bem como não há a promoção de formação educacional qualitativa aos citadinos, de modo a ferir os seus direitos fundamentais. Dessa forma, sem o auxílio jurídico, tem-se um corpo social totalmente retrógrado e díspar.
Logo, é mister que o Congresso Nacional disponibilize verbas para que, por meio do Ministério da Educação, sejam realizadas medidas de alfabetização, direcionadas ao público de todas as faixas etárias, com o fito de promover educação eficiente, de maneira a engajá-los em cursos profissionalizantes e de capacitação ao mercado de trabalho, intensificando a importância do bom aprendizado. Ademais, o Poder Legislativo deveria fomentar a flexibilidade da lei supracitada, através de uma emenda, a fim de obter maior garantia aos cidadãos e, por fim, diminuir, consideravelmente, o número de analfabetos existentes no Brasil.